Como lidar com a vulnerabilidade?

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Muitos pensam que ser uma pessoa vulnerável, é um aspecto negativo, que acaba por possibilitar abertura por parte da pessoa de sofrer e ser “usada” pelas outras pessoas. Isso não é verdade.

Ser vulnerável é reconhecer sua humanidade, é compreender seu lado empático e sensitivo, é direcionar seu olhar para si mesmo, questionar seus limites.



Identificar os fatores que ativam sua vulnerabilidade nos ensina a distinguir o que nos faz bem, o que nos faz mal e, principalmente, os obstáculos que devemos enfrentar em nossas vidas para um autoprogresso.

Nossa existência é curta demais para perdermos tempo nos importando com o que as outras pessoas pensam e proferem sobre nós. Somente nós mesmos podemos sentir e usufruir do que é viver em nossa realidade. Esperar que o outro reconheça nossas batalhas, nossas vitórias, nossas dores, é uma idealização que será facilmente frustrada.

Só você tem acesso às suas sensações e seus sentimentos. Não espere reciprocidade do outro como forma de idealização, é uma ideia utópica, cabe somente a você essa compreensão.

Faça o bem, emane alegrias sem querer absolutamente nada em troca, faça por si mesmo e não para justificativa de comportamentos para os outros.


E se está triste? Não mascare suas dores, sinta-as, viva cada momento de uma vez… cada instante que se passa, você é agregado de resiliência e sabedoria, então respeite seus momentos. Está tudo bem sentir-se triste em alguns momentos, com raiva ou decepcionado consigo mesmo em outros, você é humano e isso é sinal de humanidade e empatia em seu ser.

Sabendo de suas lutas e suas vitórias, você começa a visualizar o quanto você é importante e único. Mesmo não sendo nada nesse universo, nós somos tudo que temos em nosso próprio universo. Nietzche já dizia que nossa existência está em nossos erros e frustrações, pois são esses fatores que nos movimentam para o desenvolvimento e permitem que reconheçamos o que é bom em nossas vidas.

Respeite-se, ame-se e, principalmente, cuide-se. Cuide de sua alma, do seu espírito e do seu corpo. Nunca cuide de seu corpo porque o odeia, pelo contrário, cuide por saber que é ele quem permite que você sinta, que se mova e descubra as pequenas facetas da vertente vida. Somente a partir dos cuidados físicos atrelados aos cuidados introspectivos é que alcançamos nossa evolução.


Não se cobre tanto, você não é obrigado a cumprir expectativas de ninguém, mas também não espere que o mundo supra as suas expectativas.

Usufrua tranquilamente de cada instante que lhe é possível respirar e deslumbrar dos pequenos detalhes do mundo.

Sinta e analise suas vulnerabilidades, não perca tempo mascarando suas tristezas e alegrias, permita-se mergulhar no oceano de emoções e sentimentos que existe dentro de você!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: sertikhonov / 123RF Imagens

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