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Como manter-se aberto ao momento que está vivendo…

Susan, uma estudante de meditação, escreveu-me isso: “Quando me sinto desconectada, solitária ou ansiosa, faço o meu melhor para me lembrar de prestar atenção aos detalhes. Prestar atenção tem um efeito calmante, e percebo que é uma maneira de me apaixonar.


Posso apaixonar-me pelas complexidades de uma semente, pelo som agudo do canto de um pássaro e pelos animais ao meu redor. Posso apaixonar-me pela tensão no meu coração e garganta quando penso sobre a incerteza dos próximos meses.

Este é um amor que eu escolho conscientemente e que transforma qualquer momento de impaciência e desconexão em um momento de amor.”

Quanto mais nós nos abrimos às nossas circunstâncias presentes – nossa experiência interna, bem como nossas relações com os outros e com o mundo que nos rodeia -, mais criamos as condições para a felicidade florescer. Eventualmente, percebemos que, de fato, tudo o que precisamos para ser feliz está aqui agora, quando dizemos “sim” à vida.

Dizer “sim” à vida não significa que temos que gostar do que está acontecendo a cada momento. E, de fato, crescemos e podemos nos tornar mais felizes, mesmo percebendo os momentos em que achamos que estamos dizendo “não” à vida.


Um outono, estava em um retiro com o professor tibetano Tsoknyi Rinpoche. Em uma tarde chuvosa, entrei no estacionamento do meu hotel e notei multidões de pessoas tentando fotografar o céu. Olhei para cima e havia um arco-íris incrível. Saí do carro para me juntar aos outros e documentar o momento, mas quando o meu velho iPhone ligou, o arco-íris havia desaparecido. Em vez disso, havia nuvens cor-de-rosa luminosas no céu, que também eram bastante extraordinárias.

Porém, fiquei desapontada. Eu me concentrei no fato de ter negligenciado comprar um novo iPhone, em vez de pensar na beleza do arco-íris, ou mesmo nas nuvens que ficaram.


Alguns momentos depois, duas mulheres deixaram o hotel e passaram por mim. Ouvi uma das mulheres dizer: “Uau. Olha aquelas nuvens incríveis!”. Foi naquele momento que eu percebi que poderia dizer “sim” à vida, e o fiz. Eu ri do meu hábito de me desconectar da beleza da vida, agarrar-me a velhas tendências, histórias, julgamentos e críticas.

Mas quando eu ri, soltei. Eu me restabeleci no momento, e deixei meu “não” tornar-se um “sim”.

Quando nós nos abrimos ao momento e não o julgamos ou tentamos mudá-lo, mesmo quando sofremos e desejamos que as coisas tivessem sido diferentes, tocamos a amplitude da mente, que nos permite avançar habilmente, com discernimento e alegria.

Em outras palavras, todos os aspectos da nossa experiência estão incluídos. Nenhum pensamento indesejado, emoção ou sensação corporal é deixado para trás. Isso é completude!

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Happify Daily





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