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Como não falar de flores…

Sempre cultivei a informação de que não tinha mãos para plantar. Mas, há algum tempo resolvi quebrar todos os padrões e não iria ficar agarrada a um tão simbólico assim. Logo, estou cultivando duas flores em minha casa. Uma delas, o vigoroso girassol, como o próprio nome diz, vive em função do astro rei. Outra, uma delicada rosa, busca igualmente sol e sombra para crescer.



As sementes de girassol vieram de brinde na compra de pão caseiro, numa campanha muito interessante realizado por um senhor; as sementes da rosa vieram de um buquê que ganhei.

Como é interessante, frustrante e animador germinar flores, cultivá-las e vê-las crescer. Estou envolvida em todo o processo. Iniciei-o com muito amor. Comprei terra preta, preparei-a, coloquei muitas cascas de legumes e de ovo – ditos adubos naturais – e, somente então após uma semana de preparação da terra, coloquei lá minhas lindas e esperançosas sementinhas.

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Passou-se uma semana e nada. Apenas terra…. Na segunda semana, na jardineira dos girassóis, surgiu uma folhinha tão diminuta que foi impossível fotografá-la. Mas, fiquei muito animada! Na jardineira destinada a rosa, nada! Frustração total!


Na terceira semana, a primeira folhinha dos girassóis ganhou a companhia de outras três e começaram a se desenvolver. Que lindeza! Chorei. E, apesar de continuar colocando água na jardineira da rosa, nem olhava mais a terra.

Mas, eis que na quarta semana, surge uma penugem verde debaixo da casca de ovo que deveria estar enterrada, mas que deve ter subido com ela. Um serzinho tão diminuto empurrou a casca do ovo. Nossa, que pequena valente! Claro que me derreti pela rosinha. E conversei ligeiramente com meu girassol que já não crescia tanto assim.


Mas, ele exibido e animado que só, se multiplicou. O até então único caule de girassol ganhou a companhia de outros dois menores. Por isto, ele havia parado de crescer: para a terra ajudar os irmãos a surgirem. Mas, as folhas debaixo começaram a murchar e morrer. Que desalento!

Descobri que a raiz tinha chegado ao final da pequena jardineira. Então, presenteei-lhe com um novo vaso, maior para caber tanto girassol e adubei um pouco mais de terra e replantei-o. Nos primeiros dias da quinta semana, percebi que ele ficou meio ressentido pela mudança de casa. Ficou ressabiado comigo. Puxa, logo eu que cuido tão bem dele, com tanto amor e carinho! Fique assim não, querido! Pedi. Cresça e apareça, falo todos os dias. Olhe o sol. Agora, que ele começou a se reanimar com a nova casa, o sol vai-se embora e ele, se ressente novamente. Porquê?!, pergunto aos céus

A rosinha, ah, esta é pequenina e forte. O único senão é que mesmo tendo germinado por todos os lados, a semente que resolveu viver estava bem no cantinho da jardineira. Penso em replantá-la. Mas, tão pequenina ela está para este movimento tão grandioso, que recuo da decisão.

Então, entramos na sexta semana de uma primavera com cara de outono/inverno e penso que talvez, não tenha plantado minhas sementinhas no melhor momento. Mas, abandono de cara este pensamento, uma vez que estes botões chegaram às minhas mãos através do “acaso”. Se chegaram, era este o momento.

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O plantio é assim: época de germinar, de cultivar, apaixonar-se, cuidar, replantar, podar, reascender, recuar, esperar, seguir, reapaixonar-se. Nosso cuidado no cultivo confere o germinar da plantação. Alguns fatores externos até participam do processo, mas não é o fator preponderante. A vida é como o plantio. Interessante, frustrante, animadora e apaixonante. Fazemos tudo isto, apenas não nos damos conta de que neste caso, são nossas atitudes que conferem o que vamos receber.

Por um mundo com mais girassóis e rosas desabrochando!

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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