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Como nossa geração está arruinando o amor com “desculpas”

Analisando o padrão dos relacionamentos atuais, parece que as pessoas têm medo das responsabilidades que vêm com um relacionamento sério. É como se quiséssemos que a outra pessoa nos fornecesse tudo, mas temos medo de fazer o mesmo.



Dessa maneira, o mundo se torna cada vez mais frio, cheio de conexões rasas. Sentimos algo por outra pessoa, mas nos recusamos a deixá-la saber. Temos medo de amar, e por isso criamos desculpas para não nos magoarmos.

Dizemos que nossa prioridade é a carreira, ter vidas estáveis, e assim incentivamos um mundo materialista e baseado em aparências.

Esforçamo-nos, muitas vezes à exaustão, apenas para sermos admirados pelas pessoas ao nosso redor. Mas será que isso é o que realmente representa o sucesso? De que adianta ter o carro do ano, a bolsa mais cara e o celular mais tecnológico, se existem conexões verdadeiras em sua vida, pessoas com quem compartilhar sua vida, suas vitórias, suas tristezas?

Todo o esforço para alcançar um objetivo é sempre válido. No entanto, usá-lo como motivo para não levar os relacionamentos a sério é uma desculpa.


Trocamos de relacionamento ao invés de tentarmos realmente fazê-los funcionar.

Nossa geração atual vive num mundo em que todas as respostas são encontradas facilmente. O Google e os celulares nos entregam qualquer informação que precisamos em questão de segundos. Somos “mimados” e nos frustramos quando não conseguimos algo facilmente. Achamos mais simples simplesmente desistir e ir para a próxima, ao invés de nos dedicarmos a algo que realmente queremos.

Isso é evidente em muitas esferas da vida, principalmente nos relacionamentos. Acredito que é por isso que as pessoas estão se separam cada vez mais. A separação não é mais a última opção, costuma ser a primeira. Vemos nossos relacionamentos como descartáveis, substituíveis, e por isso não nos empenhamos para mantê-los.


Dizemos que construir uma família é uma responsabilidade muito grande. Pergunto-me quando ter uma família passou de uma dádiva para um fardo.

Por mais clichê que esse discurso soe, ainda é verdadeiro. Pessoas com as quais compartilharmos nossas vidas são uma das coisas mais valiosas que podemos encontrar, em um mundo cada vez mais egoísta. Sentir alegria apenas por ver o sorriso de alguém ou dedicar-se a outra pessoa, além de si mesmo, são expressões de amor, o sentimento mais poderoso de todos.

Nossos relacionamentos melhorariam infinitamente, se passássemos a enxergá-los como bênçãos, ao invés de fardos.

Dizemos que precisamos de liberdade e espaço pessoal, mas muitas vezes usamos esse discurso como uma desculpa para explorarmos nossas opções.

Essa é uma atitude egoísta e desrespeitosa com as pessoas ao nosso lado, pois só estamos com elas atéencontrarmos algo melhor”, por assim dizer. As relações seriam muito mais saudáveis se, ao invés de nos contentarmos, realmente tomássemos o nosso tempo sozinhos para encontrar o verdadeiro amor.

No entanto, preferimos ter algo indefinido com alguém apenas para não estarmos “sozinhos”. E quando finalmente encontramos alguém que realmente parece ser o que desejamos, usamos a liberdade, ou a falta dela, para deixar a pessoa com a qual estamos. Um comportamento verdadeiramente frio e insensível.

Essas e muitas outras razões se tornaram tão populares, que passaram a ser vistas como desculpas, e desculpas atrás de desculpas fazem os relacionamentos reais perderem a sua magia, o seu valor.

Seja consciente em seus relacionamentos, não crie desculpas. Pense em si mesmo, mas pense, também, na outra pessoa. Seja honesto e não seja o motivo de alguém não acreditar mais no amor.


Direitos autorais da imagem de capa: Sharon McCutcheon / Unsplash

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