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Como o altruísmo é capaz de mudar a vida de uma pessoa?

Altruísta é um termo que soa bem e parece combinar com palavras leves e positivas como generosidade, bondade e solidariedade.

Contudo, embora seja visto como o simples ato de doar-se sem esperar nada em troca, o altruísmo vai muito além de uma boa ação ou de uma opção de vida.


Ele é, antes, uma condição essencial para se alcançar a verdadeira felicidade e mudar os rumos da própria vida e do mundo.

É verdade que não fácil identificar o amor altruísta em uma sociedade tão focada no materialismo e no individualismo. Vemos tantos exemplos de egoísmo, por todo lado, que ao menor sinal de generosidade, sorrimos e pensamos: “a humanidade ainda tem jeito”.

E tem mesmo, pois o altruísmo é como uma rede — que pode começar por nós, agora mesmo – e que faz girar sentimentos como gratidão e felicidade entre quem pratica e quem recebe as boas ações, resultando em energia vital e proteção do universo (sim, é a fonte para a luz que envolve sua aura) para ambos.


Mas o que é altruísmo e por que ele é tão importante para mudar o mundo?


 Altruísmo x egoísmo

Altruísmo vem do francês (altruisme) e consiste na postura voluntária de beneficiar o próximo, mesmo que para isso seja preciso sacrificar o próprio bem-estar.

Na verdade, quanto maior o ato altruísta, maior pode ser a quantidade de pessoas atingidas pelo “sacrifício”, como é o caso de quem subtrai o tempo ao lado da família para prestar auxílio a outros necessitados.

Desta forma, o verdadeiro altruísta tenta procurar sempre o bem dos outros, sem se importar com ele próprio. Coloca-se em segundo plano, privilegiando os interesses de terceiros.


Neste sentido, é importante atentar-se que estar em segundo plano é atender ao que o próximo acredita e não ao que você acredita que seja bom para ele. Do contrário, seria um egoísmo disfarçado de altruísmo.

Basicamente, o altruísmo é o oposto do egoísmo, que em grau extremo, é o amor desmedido que alguém sente por si mesmo e que o leva a agir em benefício próprio, mesmo que para isso tenha que sacrificar os interesses e o bem-estar do próximo.

Não que o egoísmo seja de todo um “mal”, já que ele é até necessário à sobrevivência humana. Comer e matar a sede são atos egoístas que nos asseguram a vida, por exemplo. É o exercício desmedido e inconsequente do egoísmo que acarreta resultados nocivos ao redor e até a si mesmo.


Viver deve ser um contínuo dar e receber amor

“Viver deve ser um ato contínuo de dar e receber amor”, alguém disse uma vez. Uma frase curta, mas de profundo significado, que exemplifica os exercícios de egoísmo e altruísmo que em equilíbrio, como já vimos, são vitais à existência humana.

E o egoísmo é um exercício que começamos a praticar ao nascermos – ou até antes, ainda na barriga – pois os bebês choram o tempo todo em busca de receber amor e assim permanecem até certa idade. Ou você já viu algum pequeno altruísta não acordar a mãe de madrugada, para deixá-la descansar?

Pela Lei da Natureza, um grande exercício natural de altruísmo é o ato de tornar-se mãe e pai. O ser humano tem filhos para dar amor e carinho e desprender-se de seus próprios interesses e tempo para oferecer vida ao filho.

O interessante é que quanto mais se exercita esse amor altruísta, mais se ganha força, energia e ânimo. Não é à toa que se costuma dizer que a mulher se torna forte ao ser mãe.

E muita gente, depois que tem filhos, acredita ter se tornado “um ser humano melhor” também por aprender a doar-se de forma espontânea e sentir que a felicidade do outro (filho) é o que o torna feliz também.


Altruísmo + gratidão = felicidade

Desta forma, a grande “ironia” do amor altruísta é que quanto mais você oferece esse sentimento ao mundo, mais você o recebe em troca e mais feliz você se sente. Isso porque o amor altruísta está profundamente ligado à gratidão, um sentimento que nos liga a todos os seres humanos e à energia criadora do universo.

A gratidão é a memória do coração e é por ela que o universo abre as portas para que coisas boas cheguem a nós. Quem nunca ouviu – e vivenciou – o pensamento de que fazendo o bem hoje, um dia a vida retribui com algum outro bem?

Assim, o altruísmo, por meio da gratidão que gera no beneficiado, nos conecta com os demais seres e com a natureza, enquanto o egoísmo nos separa e nos afasta, inclusive da energia criadora e positiva que circula no universo.

Por isso, quando nos tornamos egoístas, bate o desespero e vivemos situações ruins. Essa é a forma do universo de nos forçar à mudança, mostrando que essa postura só nos levará à infelicidade.

Desta forma, ser altruísta acaba não sendo opção, mas um pré-requisito para quem deseja ser feliz e viver integrado de forma positiva e construtiva ao mundo. Inclusive, basta observar a natureza para notar que o altruísmo é a lei fundamental de evolução: no nosso próprio organismo, todos os órgãos e células precisam trabalhar em conjunto, ou morremos.

Também as árvores vivem para dar frutos, consumidos por terceiros, e até os animais precisam trabalhar em conjunto para sobreviverem aos predadores e procriarem.


Praticar é mais simples do que parece

Se olharmos todos os campos da atividade humana, sem exceção, podemos concluir rapidamente que sim, o altruísmo é a chave para remediar todo o mal que vem sendo cometido. Na economia, na política, no meio ambiente, nas artes, em todas as profissões… tudo começa a mudar pelo simples fato de se começar a ter mais consideração pelos outros, ou melhor, pelo sentimento dos outros.

Há muitas recompensas trazidas pelo altruísmo, e a felicidade é a maior delas. Porém, quando passamos a pensar no próximo, nos integramos aos outros e passamos a entender o mundo e a nós mesmos com outra visão, pois passamos a “enxergar” com os olhos do Criador, cuja essência é o amor altruísta.

Assim, somente pela prática do altruísmo o homem será capaz de superar seus sofrimentos atuais e ganhar condições para ser bem-sucedido a partir de então.

Há muitas maneiras e exemplos grandiosos no mundo de exercitar o altruísmo, diminuindo a desigualdade, o sofrimento e o ódio no coração das pessoas, tornando-as aptas a receberem também a energia positiva emanada pelo universo e assim ajudando-as a serem felizes. Basta querer e acreditar que pequenas ações altruístas são capazes de mudar seu lar, seu local de trabalho, sua vizinhança e, como um efeito borboleta, todo o planeta.

E aí, que tal fazer a sua parte e iniciar uma onda altruísta ao seu redor? Veja aqui como construir um mundo melhor e ser verdadeiramente feliz.





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