Como perdoar – uma jornada de coragem, inteligência e liberdade

Imagine que você é um holofote. Cada vez que você reclama, mente, fofoca ou faz qualquer ação negativa, uma manta é posta sobre você. Uma ou outra não vai fazer muita diferença, mas depois de certa quantidade, a sua luz fica abafada.  No escuro, você se sente perdido, desanimado, sem perspectiva.



Não perdoar alguém é um cobertor bem grosso (sobre seu holofote) que o impede de (vi)ver muita coisa boa.

Sabe aquela coisa de “o que eu estou fazendo de errado que não atraio o que realmente quero?” Desalinhamento. Você se desalinha porque, ao mesmo tempo em que quer um novo romance, você guarda mágoas de alguém do passado, e assim, sua crença é de que romance-magoa-e-não-permito-isso-para-mim. “Querer” e “permitir” são coisas diferentes: você QUER chocolate, mas não se PERMITE porque X.

Mágoa/rancor é um bloqueio. Às vezes, a benção até vem, mas a porta está fechada. Livrar-se desta mágoa (perdoar) o realinha, desbloqueia e faz com que tudo flua livremente.

O cérebro é uma máquina extremamente eficiente e responsável. Fazer os órgãos funcionarem automática e ininterruptamente vem em suas “configurações de fábrica. Você não precisa fazer esforços intencionais para fazer o coração bater, por exemplo. O cérebro faz isso por você, até quando você está desatento ou dormindo.  E quando tem um problema, ele alerta, tenta corrigir e manda mensagens.


Mais: seu cérebro é generoso. Mesmo quando são coisas não-relativas-ao-corpo, ele serve. Por exemplo quando você sai e ele diz “estamos esquecendo algo”. Dois segundos de esforço e: “guarda-chuva”.

O cérebro é o mestre, mas é o que mais serve. É lindo, maravilhoso, fantastique! (Um bom exemplo para seguirmos: ser mestre, servindo)

Acontece que quando você tem problemas, de valores, de visão, de missão – lembra-se dos dois textos anteriores? –, emocionais, etc., ele também envia mensagens e lembretes para corrigi-los. E vai continuar até resolver!


As coisas se repetem porque a lição não foi aprendida. Mas acima disso: as coisas se repetem porque você não está dando atenção, não está consciente e não está agindo.

Às vezes, o vírus é removido automaticamente. Às vezes, você precisa ir até a pasta e excluir manualmente. Este tipo de problema não é resolvido automaticamente, você tem que procurar a “pasta” e exclui-lo.

Para garantir que estamos na mesma página: se você tem dificuldades em perdoar, sugiro que leia o texto: “Perdão: uma gentileza para o outro e um favor para si”.

Para tirar este cobertor do holofote, a gente precisa desresponsabilizar o outro pelo o que aconteceu; des-culpar, tirar a culpa. (O que significa assumir a culpa)

Meus últimos três relacionamentos começaram-e-acabaram iguais. Uma não se parecia nada com a outra, mas, de algum modo, agiram exatamente da mesma forma. Eu parei para analisar e descobri que o problema (culpa) era meu. Elas erraram? Erraram, mas não compete a mim julgar, é uma colheita que elas farão, uma correção que elas têm que fazer, assim como eu tenho as minhas.

Então, três regras para parar de repetir as lições da vida e os alertas do cérebro:

Regra 1: não se faça de vítima

José (do Egito) foi vendido pelos irmãos, foi preso por não trair seu chefe (com sua esposa), e virou governador do Egito. As escrituras falam que ele teve sucesso, mas, curiosamente, não porque ele superou tudo isso, nem porque virou governador.

José foi um homem de sucesso porque, mesmo usado e injustiçado, não se fez de vítima.


Regra 2: mude a perspectiva

Como eu sempre falo: a ideia não é ser perfeito, a ideia é se aperfeiçoar.

Quando um homem amaldiçoou Davi, um de seus homens quis assassinar o agressor, mas o próprio rei impediu, dizendo: “tá louco? Quer matar um enviado de Deus? Quem você acha que colocou esse homem aqui para me xingar?”.

Davi podia revidar, mas ele entendeu o big picture (o todo/panorama).

Davi era rei, mesmo sem uma coroa sobre sua cabeça.

É ruim ser insultado, injustiçado e ferido, mas esforce para ver além do que os olhos podem ver. Pergunte-se:

O que mais isto pode significar? O que tem em mim que se ofende com isto? O que eu posso aprender?  Como posso melhorar?


Regra 3: para quê

Por que isto está acontecendo comigo?” Já ouviu esta pergunta? Ela é errada, é pergunta de vítima. De fato, tem uma pergunta a ser feita, mas ela não é “por que?” é “para quê”?

Você vai descobrir sozinho, mas eu já adianto a resposta: para seu crescimento contínuo.

O universo está expandindo, a vida na Terra está evoluindo. Vamos seguir o ritmo e crescer, também. Alguém é gracioso quando não se ofende/aborrece (não é vítima), não deseja o mal para o seu agressor, mas, pelo contrário, agradece a oportunidade de crescimento.

Quando você quer/precisa de maior intensidade elétrica, você precisa de fiação que a suporte, isto é, maior, mais forte.  Quando você quer mais da vida, você precisa se adequar/preparar para receber mais, isto é, ser maior, mais forte.

O dia em que alguém ofendê-lo, não revide. Faça as perguntas certas, veja a pessoa/situação como oportunidade de crescimento – se estiver ficando mais difícil, você está mesmo crescendo, está no caminho certo!

Não se faça de vítima, não leve para o pessoal, entenda de maneira diferente. Perdoe.

Experimente também visitar o passado, especialmente as lembranças “ruins” que você nunca esquece. O que marcou a sua infância/adolescência? Um castigo? Uma chinelada? Um comentário? Uma piada? Veja o que você pode aprender, perdoe e siga em frente.

Tire as mantas do holofote, sua vida vai se iluminar cada vez mais.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: sonjachnyj / 123RF Imagens

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