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Como pode no planeta haver tantos invejados e tão poucos invejosos? esta conta não fecha

o poder da inveja

Sim, inveja todos temos. Porém, ninguém assume que sente. Apenas julgamos que somos invejados por Fulano ou Ciclano. Como pode no planeta haver tantos invejados e tão poucos invejosos? Essa conta não fecha.



Soberba, Avareza, Luxúria, Inveja, Gula, Ira, Preguiça. Ela está entre os 7 Pecados Capitais.

Sentir inveja é bom, Doutora? Preste bastante atenção! Vamos aqui esclarecer alguns pontos importantes.  Esse sentimento – muitas vezes considerado negativo – pode ser transformado em força que impulsiona. Ou seja, sim, inveja pode ser bom – se você souber usá-la a seu favor.

Pode estar relacionada a várias áreas como: estética, financeira, profissional, familiar ou até mesmo social.


Esse sentimento tem como ponto de partida a comparação com o outro e sem dúvida leva a um complexo de inferioridade. Perceba cada uma dela com alguns exemplos do dia a dia.

  1. Mariazinha sente-se feia. Ela acha que sua amiga tem um corpo escultural, e ela não. Um cabelo maravilhoso e olhos da cor do mar, e ela não.
  2. João considera-se inferior a seu primo milionário, que tem um carro importado e conheceu 100 países antes dos 10 anos de idade. João ainda não saiu da sua cidade natal.

  3. José não consegue ter sucesso na empresa em que trabalha. Passa a maior parte do dia comparando-se ao seu colega, que acabou de receber um aumento salarial. José está prestes a ser demitido.
  4. Ana vive triste. Seu ambiente familiar é extremamente bagunçado. Ela passa todos os dias invejando a família de Sandy e Junior.
  5. Carlos sente-se inadequado numa conversa informal. Seu amigo Marcos é alegre, autoconfiante e tem 600 mil seguidores no Instagram! Carlos só tem 20.

Se você apresenta sintomas como esses, pode ser que a inveja esteja presente em sua vida. Excesso de comparação, isolamento, busca incessante por reconhecimento, necessidade de ostentação.

Para você talvez não exista crítica construtiva. Ela o destrói. Você quer fazer tudo perfeito? É tão competitivo que até disputar par ou ímpar o estressa? Considera-se vítima de tudo e todos?

A pergunta que muitos podem fazer neste exato momento é: “Será que isso tudo tem solução?”

Entenda que os seres humanos não nascem sentindo inveja. Um bebê recém-nascido não conhece esse sentimento, por exemplo. Ele foi pouco a pouco colocado dentro de nós, até pelas pessoas mais próximas.


Quantas vezes ouvimos uma mãe/pai dizer ” filha a Fulana comeu toda a comidinha e você vai ficar fraca”. “Ciclano passou no vestibular e você não. Como ele é inteligente!”  Assim a autoestima é construída.

Além disso, nossa sociedade é extremamente competitiva.  Como diz Maria Montessori: As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra. Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia estaremos educando para a paz.

A boa notícia é que um sentimento aprendido pode ser desaprendido. Ou melhor, ressignificado. Como?  A seguir, os 7 passos capitais:


  1. Um grande e primeiro passo a ser dado é aceitar este sentimento dentro de si. A tentativa de escondê-lo só o torna mais forte! Reconhecê-lo e saber por qual motivo ele está lá é fundamental.
  2. Agora pare de se vitimizar. O mundo gira independentemente da dor que você sente.
  3. Esqueça o passado e foque-se nas suas qualidades.
  4. Perceba o que o outro tem que você quer ter. Não se trata de querer um bom emprego ou talvez um belo carro, mas, sim, do sentimento que você deseja ter associado a isso. Sentir-se capaz, reconhecido, acolhido, vitorioso, apoiado pelos familiares, etc.

  5. Entenda que somente percebemos no outro aquilo que temos em nós mesmos. Se você inveja alguém é porque tem dentro de si as qualidades que são a base desse sentimento. Encontre-as! Basta você entender que elas são suas também.
  6. Faça da inveja o combustível da sua vitória.
  7. Dê quantos passos mais forem necessários 8, 9, 10… para construir seu próprio caminho. Prossiga. Você merece ser feliz!

Inveja, sim eu assumo que já senti!


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 672809


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