Como saber qual é a minha luz para oferecer ao escuro mundo?

Etimologicamente a palavra missão vem do latim MISSIO, “ato de enviar”, de MITTERE, “mandar, emitir, enviar”. E eu vim para este mundo com o objetivo de enviar amor através do meu coração aberto…vim para ensinar a muitos a entrarem em seus respectivos corações e se esbarrarem com o amor que já possuem.



Pois quando o encontramos…encontramo-nos. Afinal já somos o próprio amor!

Descobrir a missão de vida não é algo fácil. Pois significa doar para o universo o tanto da nossa fagulha divina…o tanto do nosso dom tão encoberto dentro de nós. É o mesmo que presentear para os outros a nossa melhor e única parte inata.

Entretanto, como saber qual é a minha luz para oferecer ao escuro mundo?  

Explorar-se é o primeiro passo!


Antonio Gramsci, filósofo italiano, disse algo interessante em outrora: “Será possível amar a coletividade sem nunca ter amado profundamente criaturas humanas individuais?”

E eu reforço: será possível amar os outros sem antes conhecer a própria individualidade? Autodescobrir-se é desbravar um terreno conhecido dentro de nós…é entrar naquele aposento secreto do nosso coração onde a maioria permanece com o mesmo trancado até a morte. Nesse “quartinho” tem tudo o que não queremos vasculhar. Já que sabemos de toda a poeira memorável que se levantará em nossas mentes, causando-nos sensações extremamente incômodas como angústias, choros incontroláveis e dores piores do que qualquer ferida mexida.

Para nossas consciências são verdadeiros arquivos puramente mortos. Porém nossas inconsciências alertam o tempo todo através de doenças em nossos corpos que não se pode arquivar nada insuportavelmente vivo.

É preciso muita coragem para fazer a “limpeza” chamada autoconhecimento e extremamente necessária para resoluções de problemas constantes nas áreas relacional e/ou profissional. A casa coração fica triste com a nossa atitude fraca por continuarmos estagnados diante de tantas coisas guardadas e mal resolvidas dentro dessa alcova. O nosso coração sabe que lá está o verdadeiro “eu” de todos nós e ele quer apenas que façamos uma real faxina em nossos pedaços perdidos para nos encontramos em totalidade!


Buscarmos o que está do lado de fora do nosso coração é como ingerir “drogas” que nos aliviam momentaneamente para sobrevivermos. E na verdade a cura está dentro de nós…está justamente naquele cômodo oculto que relutamos visitar constantemente. Devemos parar com as nossas tolas subsequentes fugas! A chave já está em nossas mãos!

Afinal…ninguém abre o coração de ninguém, pois a chave de uma casa nunca se encontra do lado de fora e sim do lado de dentro. A autorização é somente nossa para abrirmos as portas para a mudança em nossas vidas. Portanto, que a chave da coragem nos desprenda do medo de viver a vida através do coração! Que desabemos as trancas das portas da casa do nosso cerne e que permitamos a energia do amor fluir por todos os seus cômodos…trazendo paz e harmonia dentro de nós.

O nosso coração é como um mestre sábio e bondoso que nos diz verdades muitas vezes aflitas sobre nós. Pois se conectar com o mesmo é libertar a nossa essência para amar, sonhar, expor nossos reais dons para o planeta e para viver como nosso espírito de fato almeja. E eu experimentei de perto essa conexão maravilhosa cardíaco – energética por meio de situações inesperadas e conflitantes, de pessoas consideradas portais de aprendizagem e por meio das minhas palavras escritas. Eu fui acolhida por mim mesma e percorri no tempo sem temor e de mãos dadas com meu mentor coração. Ressignifiquei meu passado absolvendo os possíveis réus e os deixando livres como vítimas de si mesmos.

E assim, toda minha inquietação foi dissolvida. O amor, o perdão e a gratidão foram os presentes ofertados pelo meu coração que invadiram o meu eterno presente…o meu eterno agora! 

Ao me autoconhecer através da abertura do meu coração…transcendi-me…deparei-me com meu dom…compreendi meu verdadeiro propósito…e agora somente vivo com o pulsar infinito do mesmo transbordando seu poder magnífico sobre outros auxiliados corações e sobre a minha própria existência imortal.

Izabella Procópio

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Direitos autorais da imagem de capa: belchonock / 123RF Imagens

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