publicidade

Como ter a autoestima de um popstar sem se tornar arrogante ou prepotente?

Muita gente quer ter uma autoestima mais forte, mas tem medo de se tornar arrogante e prepotente. Neste artigo demonstro que é justo o oposto que ocorre: quem se ama mais não precisa se provar para os outros, está bem consigo!



Se você realmente se aceita, se ama a você inteiramente, por que diabos ia querer ficar se vangloriando diante dos outros por algumas de suas partes bacanas, tentando compensar com isso suas outras partes menos valorizadas por você e pelos outros?

Na verdade, se você se ama e se aceita, você não está buscando aprovação, amor, aceitação de outras pessoas, nem se comparando com alguém para se sentir melhor ou pior. Você não precisa disso…

Você está consciente de que é singular, está bem com você, com suas partes, cada uma delas, você sabe que tem um lado bacana, altruísta, e também um lado egoísta.

keanu2


Você sabe que tem um santo em você, e também um diabo. Você sabe que tem luz e sombras em você, tem um idólatra, um assassino, um pervertido, um bandido, assim como um cara generoso, paciente, cheio de boas intenções.

Você tem os dois lados, você pode dizer que é os dois, mas eu diria que você não é nenhum dos dois… é algo além, essencialmente… mas isso é outra história, para outro papo.


O que sei é que você faria bem em não se apegar a nenhum desses seus lados, mas aceitar que tem os dois, e que vai ter que conviver com ambos pelo resto da vida, gostando ou não.

Então, se você não pode se livrar de você, é melhor parar de reclamar e ser seu melhor amigo, certo? 

E pode começar a compreender que buscar esse amor fora de você é correr atrás do próprio rabo. Ter várias mulheres não vai tapar esse buraco, ter rios de dinheiro também não. Nem os elogios de amigos pode suprir essa falta. Isso apenas lança luz sobre algumas partes, e esconde as outras que você ainda não aceitou.

A decisão de se amar e se aceitar com cada uma de suas partes parte de você.

Isso de se amar com todas as partes poderia ser expresso como você sendo o pai ou mãe de vários filhos. Alguns são muito bonitos, valorizados pelos coleguinhas do colégio pela inteligência, força, esperteza, astúcia, beleza… e outros são desajeitados, tímidos, até meio idiotas, dispersivos, distraídos, problemáticos, lentos, confusos, talvez repulsivos, chatos.

Todos sãos seus filhos, todos são partes suas.

O que fazer? Mostrar para o mundo apenas os “bonitinhos” e esconder os “patinhos feios”? O que você acharia de pais que fizessem isso com seus filhos? Primeiro você tem que aceitar seus filhos – todas as suas partes – incondicionalmente, como são.

Não ter favoritos, não proteger um e acobertar o outro, mas cuidar de todos, aceitar a todos, ser um pai amoroso e firme de cada um deles. Você não deveria ter favoritos, você deve dar amor incondicional a cada um de seus filhos igualmente– as suas partes: o estudioso, o concentrado, o distraído, o altruísta, o egoísta, o covarde, o corajoso – todos seus filhos.

Ser imparcial, ser justo e amoroso com todos.

Por outro lado, nessa imagem do pai e mãe de todas as suas partes, você faria um terrível desserviço a seus filhos se não os educasse, não lhes desses limites, não os disciplinasse.

Porque crianças sem disciplina, educação e controle se tornam extremamente insuportáveis e antissociais, e deixar suas partes à deriva seria como deixar um jardim sem cuidado, crescendo ao deus-dará, deixando crescer ervas daninhas e coisas assim.

Se amar de verdade envolve um compromisso de se conhecer e se trabalhar sempre.  Você sabe que tem um lado fútil, e soberbo, e malvado, e egoísta, e isso faz parte de você, mas aceitar que tem esse lado e que precisa conviver com ele não é tudo.
Trata-se de socializar esse “lado negro da força”, dar-lhe limites, dizer que está bem de ele ser assim, mas que tem situações em que ele precisa segurar a onda, para não colocar em risco sua vida, seu emprego, seus relacionamentos, e assim por diante.

E por outro lado, saber que tem outros lados mais valorizados socialmente, como o seu lado esperto, bonachão, generoso, inteligente, competente, e muitos outros, e que isso é maravilhoso, mas que são apenas partes suas, não são tudo o que você é…

Assim, você não cai na armadilha do autoengano de achar que é perfeito e maravilhoso, só para compensar os outros lados de que não gosta. Mas que está bem se orgulhar dos seus filhos quando mandam bem. De se dizer a si mesmo:

“Parabéns, cara, você mandou bem hoje nisso! ”

Então, com toda essa história de amar e aceitar cada parte sua, trata-se de integrar estas partes, para que consiga chegar a algum lugar na vida para atingir seus objetivos no trabalho, nos relacionamentos.

Sabendo que para ser feliz e conviver socialmente precisará fazer com que suas partes, todas diferentes e às vezes em conflito, cheguem a um acordo para trabalhar em equipe e viver em sociedade.

Imagine-se como um gerente que herdou uma equipe de empregados que você não pode mandar bem embora, e que depende deles para atingir seus resultados e ser o melhor gerente possível na empresa.

E que dentre esses empregados tem o preguiçoso, o trapaceiro, o trabalhador, o estudioso, o altruísta, o egoísta. Bem-vindo à sua empresa: VOCÊ.

É seu papel gerenciar suas partes para que façam o trabalho:
conquistar a melhor vida possível para você e os que estão a seu redor.

Trata-se, enfim, de assumir o compromisso diário de se esculpir, de se trabalhar, e a cada uma dessas partes, para ter motivos para se amar e se aceitar cada vez mais, sem ter a ilusão de que vai ter apenas as “partes boas” e que irá eliminar as ruins.

Mas que pode fazer com que as boas sejam cada vez melhores e as ruins, menos piores, ou pelo menos, saber tirar bom proveito de um mal negócio.

E como esse trabalho sobre si é para a vida toda, você faria bem em mirar sempre no lado cheio do copo, porque sempre haverá, até morrer, um lado cheio e um lado vazio. Você sempre terá algo para desenvolver, algo para se superar, algo para conquistar. Não seja o pessimista que reclama do que não tem. Você nunca terá tudo. Sempre haverá algo que não fez, que não conquistou, que não aprendeu.

Somos seres incompletos. É melhor ser o otimista que se alegra e comemora o lado cheio do copo, que celebra tudo o que já conquistou, tudo o que já aprendeu. Consciente de que é uma jornada que não tem fim. Por fim, isso significa um trabalho sério de autoconhecimento. De conhecer e aceitar e amar todas as suas partes.

Para isso, observando cada uma delas sem se apegar, sem ser excessivamente crítico consigo mesmo, como um amigo paciente e persistente de si mesmo, que aprende com os próprios erros e se apoia.

keanuu

E um trabalho de fazer um autoexame constante de suas forças, de seus talentos, de suas virtudes, de seus traços de personalidade, de seus valores, de suas experiências, e de se perguntar: o que tenho de positivo e como posso tornar isso ainda mais positivo, para mim e para o mundo ao meu redor?

Quem aceita esse desafio não tem motivo nem tempo para ser machista ou arrogante. É um aprendiz otimista e humilde, um escultor de si, encantado com o seu potencial e dos outros, celebrando tornar tudo o que pode ser e de poder ver também o melhor nos outros.

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.