Como ter felicidade no trabalho com um chefe como o seu?

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O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender, e reaprender.  – Alvin Toflfler

O quão analfabeto você está, à luz de Alvin Tofller ?



Tudo se movimenta o tempo todo.  A situação insatisfatória que causa desconforto é a melhor oportunidade de aprendizado. Fui uma privilegiada que após 30 anos no mundo corporativo e após 4 incursões como empreendedora, tive líderes maravilhosos. E certamente uma ou outra chefia. Essas não foram maravilhosas nem líderes, mas ensinaram tudo o que me dispus a aprender: como não fazer.

Acontece que temos uma fabricação onde inadvertidamente reproduzimos o que aprendemos com nossos pais, as coisas boas, mas, também, as coisas não tão boas e, inevitavelmente, também reproduzimos estes comportamentos em algumas ocasiões de nossas vidas, até que tenhamos consciência e possamos ressignificar tudo isso. No mundo corporativo, isso não é diferente.

E se você agora disse aí internamente, “ Ah essa não!!! Eu não faço igual ao meu chefe”, eu o convido a imediatamente colocar um holofote sobre sua vida corporativa e avaliar eu o profundamente se nunca repetiu um comportamento nocivo que aprendeu com muita emoção com um chefe seu. 


Mas se ficar muito complicado fazer esse exercício de autoconhecimento agora, ok, vale um passeio no cenário e ambiente que você viu ou vê à sua volta: quantas pessoas que em cargos de gestão e liderança acabaram por se tornar parecidos com aqueles chefes que tiveram e que não gostavam?

Talvez você pense agora: “ Ahhh, isso sim!!!”. Pois, é! Por que será que você estaria imune a isso?

O fato é que nossa motivação interna não pode sucumbir a chefias insalubres, desconectadas, repetidoras do padrão linear, distorcido e desconectado de tudo que vem por aí à galope: o seu propósito e legado não depende nada do seu chefe, depende exclusivamente de você!


Não dá mais pra ficar responsabilizando seu chefe nocivo por fazer as mesmas coisas, sempre da mesma forma, se você não faz a sua parte.

É um eterno jogo de empurra-empurra: o chefe disfuncional só exige e faz de conta que é um líder, reproduz um comportamento autoritário onde se diz e a todos que é democrático, desde que sempre tenha razão, e seus subordinados fazem de conta que o admiram para não ficarem na linha de tiro, mas entre si se queixam e se acolhem em suas mazelas de não resultado. Nunca experimentarão os papéis de líderes e colaboradores.

Em 1971, um experimento chamado Prisão de Stanford, Philip Zimbardo simulou uma penitenciária por 15 dias, onde haveriam apenas os papéis de guardas ou prisioneiros. Quem participou como guardas foram voluntários que recebiam uma autoridade onde poderiam mandar nos prisioneiros, simplesmente por serem guardas, ou seja, como indivíduos aceitam perpetuar a crueldade se recebem uma “autorização” para isso.

Não poderiam usar de violência física, mas controlar toda a prisão, e usar pressão psicológica, ser ríspido e grosseiro, chantagear e, inclusive, mudar todas as regras quando quisessem.  Os resultados inesperados foram tão dramáticos que o experimento teve que ser interrompido antes de sua conclusão.

Alguma semelhança com o mundo das empresas? Philip Zimbardo analisou como decisões políticas e escolhas individuais levaram a abusos. Foram se tornando mais submissos, obedecendo gradualmente às ordens mais absurdas.

Em um cenário onde as empresas serão “líquidas” (conceito em que Tiago Mattos é incansável e inspirador), mais fluídas, menos estáticas, mais cooperativas, mais honestas e genuínas, as lideranças de hoje precisarão se encaixar de forma muito diferente, para sobreviver a tudo isso. Se não mudarem radicalmente, morrerão profissionalmente. Se você não é líder, o recado também é para você!

Se você pode sobreviver às atitudes disfuncionais do seu chefe? Você quem vai dizer! Afinal ninguém diz o seu tamanho! Se você mudar seus pensamentos e agir em direção à sua evolução, eu tenho certeza que sim!

Mas cada um com sua responsabilidade, cada um que cuide de si mesmo e menos do outro. Cada um que contribua mais consigo mesmo que estará contribuindo com o outro. Estude, se conheça, faça coaching, reconheça suas lacunas, reprograme seu cérebro, ria de sua ignorância mas aprenda imediatamente a evoluir onde não é bom, mude seu mapa de vida para descobrir terras novas e mais férteis, colabore e seja verdadeiro, busque recursos, dedique-se para transformar sonhos em metas e seja mais feliz em seu trabalho.

Afinal, o seu trabalho não é de ninguém, mas a sua felicidade nele pode ser sua e de muitas pessoas!

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Autores citados: Entrevista com Philip Zimbardo – Experimento Prisão de Stanford – G1  – Tiago Mattos  –  Alvin Toffler

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* Matéria atualizada em 07/11/2017 às 2:50






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