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Como uma canção tribalista fala da psicologia?

Como uma Canção Tribalista fala da Psicologia site

Por que será que os ouvintes estão surdos?



É cada vez mais rotineira a percepção de que as pessoas estão escutando muitos ruídos e ouvindo cada vez menos a musicalidade da vida. São inúmeras possibilidades, enumero algumas: uso de fones de ouvido, desatenção, estresse, ansiedade, baixa qualidade das mensagens, culto à pobreza de conteúdo. Não sei, talvez você saiba, ou também não.

O fato é que, quando ouço e escuto POESIA cantada e nessa audição percebo o lapidar das palavras na criação de um contexto significativo, minha alma se alegra, colore-se e dança.

Neste mês MARAVILHOSO de Agosto, houve o lançamento de um novo trabalho dos Tribalistas (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown), nossos poetas. Mentes privilegiadas, virtuoses musicais e cantantes; Almas inquietas. Emoções comuns a todos nós.


Inéditas? Inovadoras? Não me ocupo aqui de conceituar, analisar sob o prisma da produção artística. Ocupo-me em compartilhar o Jardim que floresce nas canções de boa qualidade, da nossa Música Popular Brasileira. São composições de brasileiros que vivem os mesmos dramas, crises, mandos e desmandos que todos nós. Logo, suas canções traduzem essa VERDADE. Lembro-me de Gilberto Gil, quando em Metáfora diz: “Por isso não se meta a exigir do poeta que determine o conteúdo em sua lata. Na lata do poeta Tudo Nada cabe, pois ao poeta cabe fazer, com que na lata, venha caber o incabível.”

Ouvindo e Escutando Tribalistas, elejo para nossa reflexão a música: Fora da Memória.

“Fora da Memória tem uma recompensa”. Se não está na memória, ainda não foi vivido, se não foi vivido, traz-nos a recompensa da novidade.

“Um presente para você. Você que não pensa.” Se a vida fosse movida a memórias, a realidade seria um museu, um filme épico, porque já deixou de existir e você estaria MORTO.”


“No que foi / No que será / No que foi / No que viria” Como está Fora da Memória, ou seja, ainda não foi vivido, não há porque você sofrer com as possibilidades. Nesse momento a canção nos aponta um caminho para fugirmos da Ansiedade. A canção convida para o Aqui-Agora.

“Fora da memória tem / Uma regalia / Para quando você acordar /  todo dia”. A novidade, a regalia fora da memória, fora do passado, consiste em você estar VIVO, em melhoria contínua, pronto para dar cor nova todo dia, mensagem implícita no verbo a – cor – dar.

“Fora da memória tem / Uma fantasia / Para você recordar /Todo dia”. A memória pode ser enganosa, movida pela emoção, porque ela pode nos levar para a fantasia do que você vivido. Essa fantasia fortalece a repetição da memória fantasiosa, destinando ao passado, o melhor tempo vivido. Sabe aquela fala comum: “No meu tempo era melhor!” “Ah, na minha Juventude era assim, assado!” Sim, nossa vida teve as cores que precisávamos para construir quem somos. Chegamos até aqui. Agora, fica a reflexão, você se trouxe até aqui. Você está plenamente feliz? Você está totalmente realizado? Se não está, decida parar de viver e reviver o passado. Está na hora de…

“De esquecer / De esquecer / De esquecer iê”. Esquecer não é apagar, porque é impossível. Esquecer significa entender tudo o que aconteceu e dar o tamanho e peso para cada situação. Libertar-se do passado e VIVER o Aqui-Agora, para construir um novo Passado, melhor e mais saudável.


Nesses versos apontados que comentei sob a luz da Psicologia e outras ciências cujas ferramentas aplicamos em processos de Autoconhecimento e Alta Performance.

Convido-o (a) a ouvir a canção:

Somos OUVINTES. Bora lá ouvir e escutar conteúdos edificantes!

Deixe seu comentário sobre o que você SENTIU.


Abraços musicais da Melcina.

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