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Como viver mais destemidamente ao se conectar com seu “eu” mais elevado

Como viver mais destemidamente ao se conectar com seu eu mais elevado

Um dos maiores medos humanos que todos têm é o medo de morrer. É instintivo agir de uma forma que preserva a vida e com razão, pois não somos destinados a buscar a morte.



O medo de morrer, no entanto é uma parte da vida igual à como termos nascido, mas limita a nossa capacidade de viver a vida ao máximo. E de acordo com a filosofia do ioga, é uma fuga da verdade. Num texto clássico do Ioga já é dito: “Por que é nascido deve morrer, e que está morto deve nascer de novo. Por que então tu deves lamentar sobre o inevitável?”.

Para viver uma vida plena e feliz, não podemos permitir que a nossa energia venha ser drenada pelo medo – especialmente o medo do que é inevitável. Para conseguirmos nos ver livre desse medo e ter uma consciência clara com vida plena precisamos considerar uma das cinco obstruções (ou kleshas).

Os Yoga Sutras de Patanjali identifica os kleshas como algo que nos impende de ter uma experiência livre e completa, onde estamos destinados a viver com: a ignorância da nossa verdadeira espiritualidade, egoísmo, apego, aversão e o medo da morte.


Ao olhar como tudo isso se encaixa, podemos começar a desmantelar o poder do nosso instinto de sobrevivência e recuperar a totalidade da nossa energia vital. Vamos começar por definir o que nós consideramos ser o nosso “eu”. Nós nos definimos, na nossa maioria, por nossa personalidade, nossos corpos, nossos papéis relacionais, carreira, ou expressões criativas, ou seja, tudo que é moldável, variável, vinculado por gostos e desgostos, e destinado à morte física.

Todos os dias nós experimentamos algum grau de medo que estes aspectos temporários do “ego” irão morrer. Considere as inúmeras maneiras em que estamos com medo de deixar acabar ou morrer qualquer coisa relacionada à nossa imagem pública, nossos corpos físicos, nossos relacionamentos, ou de nossos bens materiais.

Se nossa crença de que podemos desaparecer quando essas expressões do ego acontecem, então não admira que estamos com medo de morrer!

Faça um balanço das maneiras em que você se agarra à vida sabendo dessas informações agora. Você consistentemente evitar passar por mudanças? Você está lutando contra o processo de envelhecimento natural do corpo pela obsessão sobre uma aparência jovem? Talvez você esteja com medo de assumir riscos razoáveis ​​ou não está disposto a abraçar o desconhecido. Nós gastamos muito tempo tentando preservar “esse pequeno eu” que valorizamos.


No entanto, quando começamos a investigar a natureza imortal do da nossa própria alma, descobrimos algo imutável e eterno.

A maneira mais simples de se conectar a este Eu Superior é através da meditação. Quando a mente está tranqüila e nossa conexão sensorial com o mundo externo é desligada temporariamente, encontramos dentro de um vasto íntimo o amor e a beleza, que é rica em sua essência, embora intangível em forma. Através de quietude e outras práticas devocionais, como a oração, cânticos ou rituais que acessam o nosso divino interior, nós podemos nos libertar de nosso medo da morte e da escravidão dos outros kleshas.

Quando nos concentramos em preservar a conexão com nosso “Eu” verdadeiro, transcendemos nossas crenças limitadas e acessamos uma inteligência superior, universal. A partir daí, podemos observar de forma individual, sem as tendências egocêntricas. Podemos voltar aos apegos e aversões do ego, mas optando por nos identificar com o que é infinito e eterno.

Quando reconhecemos nossa verdadeira natureza como uma parte intrínseca do todo cósmico, vivemos a vida com uma conexão mais profunda e nos envolvemos conscientemente com nosso processo evolutivo. Nós abraçamos a vida e a morte como experiências de autoconhecimento, em vez de auto-preservação. Nós nos alinhamos com os princípios universais do amor e da unidade a fim de nos expandir para um estado de liberdade recém-descoberta.


À medida que começamos a abraçar esta mudança na forma como nos identificamos, nós passamos a experimentar mudanças em nossas vidas com mais facilidade e percebemos que o “nós” sempre permanece o mesmo. A essência do que somos ainda existe, independentemente da circunstância externa que flutua em torno de nós em constante fluxo e refluxo.

Desapertando a nossa aderência a todas as maneiras que se agarram à vida, eventualmente, superamos o medo de morrer. E então, mesmo quando o corpo morre, continuamos pacíficos e completos. Ou seja, somos parte de um todo imortal.

 

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Traduzido pela equipe de O Segredo

Fonte: Mind Body Green

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