ComportamentoO SegredoReflexão

Como você se vê?

Você já parou para pensar nisso? Em como você se reconhece? Na sua autoimagem?



Outro dia desses, pesquisando vídeos que pudessem ser usados nas palestras sobre autoestima, encontrei um que me deixou muito emocionada. Tudo bem que sou uma manteiga derretida e choro com quase tudo – livros, cinema, novelas, séries de TV, cenas tristes, alegres, crianças, idosos, bem acho melhor parar por aqui, senão vocês vão dizer que realmente choro com tudo. Ah! Mais que mal há em ser uma pessoa emotiva? Embora, muitas vezes arredia. Mas, mudando de assunto, porque o foco não sou eu, voltemos ao vídeo.

A cena é uma sala com janelas por onde a luz do dia ilumina, algumas poltronas, aonde mulheres separadamente chegam, sentam-se em uma poltrona, e lá encontram um homem que desenha o retrato falado das mesmas. Ele não vê nenhuma delas, e baseado nas respostas às perguntas sobre detalhes pessoais, vai desenhando cada retrato. Na segunda parte, uma terceira pessoa que foi apresentada a cada mulher anteriormente, faz a descrição de cada uma. No final, o retrato é apresentado as participantes individualmente, e o resultado é surpreendente. Os retratos falados descritos pelas próprias mulheres são, no geral, bem diferentes dos que foram feitos baseados nas informações de terceiros. Pois carregam as frustrações, tristezas e as autocríticas de cada uma.

Esse vídeo me chamou muito a atenção porque esboça o julgamento da autoimagem, que é a maneira como você se enxerga. Percebe-se o quanto somos autocríticos quando o assunto somos nós mesmos, a nossa própria beleza. E nesse quesito as mulheres ganham absurdamente dos homens. Pesquisas revelam que apenas 4% da população feminina no mundo se considera bonita.


A meu ver, esse resultado é um problema muito sério que pode influenciar diretamente no seu comportamento, na sua vida pessoal, profissional e sexual. Gostar de si mesmo, aceitar-se, respeitar-se, acreditar no seu potencial, valorizar suas qualidades – tanto físicas quanto de personalidade, são meios de fortalecer sua autoestima, que é um dos recursos mais importantes para se viver bem. A autoestima determina a forma como você se relaciona com o mundo, enfrenta as adversidades do dia a dia, e reage as circunstâncias que exigem um domínio emocional.

A autoestima começa a se formar ainda na infância, estando relacionada a maneira como as pessoas nos tratam, e isso pode construir uma autoconfiança e segurança, ou destruir. Muita gente não pensa em como o que nos acontece enquanto criança pode nos tornar um adulto bem resolvido ou não. Encontro diariamente homens e mulheres inseguros quanto ao seu potencial tanto pessoal quanto profissional, sexual e tudo mais. Pessoas que teriam “tudo” para serem felizes, e acabam sendo muito infelizes por não acreditarem em si.

Em minha opinião, é triste não estar bem consigo mesmo, e por outro lado não é fácil estar bem o tempo todo, chega a ser confuso. Aqui eu não me refiro as pessoas que buscam melhorar constantemente de maneira saudável para se sentirem cada vez melhores, mas aquelas que nunca estão satisfeitas com nada, que sempre encontram algo ruim, que toda vez que se olham no espelho enxergam “os defeitos”, as que se descrevem totalmente diferentes do que são. A essas pessoas eu faço um convite, fazerem as pazes consigo mesmas e perceberem o quanto são especiais e bonitas, cada uma com seu jeito particular de ser, afinal de contas que graça teria se fossemos todos iguais? Adianto logo, que não é nada fácil, é um trabalho de formiguinha, diário e constante, bem minucioso, mas vale muito a pena.

Ah! E os que estiverem curiosos sobre o vídeo, recomendo que assistam atentamente e façam uma reflexão de como se veem e se reconhecem de verdade. Você pode encontrá-lo no YouTube com o título – Dove Retratos da Real Beleza. Boa reflexão!


Buscam-se doadores de boa energia

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