Comportamento

“Como vou sobreviver?” Entregador de aplicativo se desespera ao receber gorjetas baixas e pede ajuda

Smithson Michael desabafa que o valor que recebe não tem sido suficiente nem para cobrir os custos da gasolina que gasta nas entregas.



O surgimento e a popularização dos aplicativos de entrega de comida desencadearam o que muitos começaram a chamar de “uberização” do trabalho, que envolve desde o serviço de motorista até o aluguel de uma casa. Atualmente, tudo está ao alcance dos dedos, bastam alguns cliques e você é capaz de fazer o mercado da semana, comprar roupas, fazer exercícios e ainda um curso on-line.

Também chamada de economia compartilhada, a chegada desses inúmeros aplicativos fez com que adotássemos um novo estilo de serviço, chamado peer-to-peer, em que pessoas colaboram umas com as outras, formando uma cadeia, consolidando assim um novo modelo de negócio.

O fenômeno da uberização desencadeou a abertura de empresas apenas para intermediar os trabalhadores informais, que “vendem” sua força de trabalho de maneira independente.


Ao mesmo tempo em que muitos explicam que isso aumenta o número de vagas de emprego, é possível ver, de maneira muito clara, que o novo modelo também aumenta de maneira exponencial a precarização do trabalho, já que parte dessa mão de obra não tem nenhum vínculo empregatício.

Sem carteira assinada, aquele trabalhador não consegue que órgãos trabalhistas fiscalizem suas condições de trabalho e, caso precise se afastar por questões de saúde, por exemplo, ele não recebe nenhum auxílio.

Recentemente, um vídeo publicado no TikTok pelo entregador de aplicativo, Smithson Michael, chamou a atenção de muitos internautas. O emocionante desabafo do trabalhador mostra o desespero de uma pessoa que não sabe mais a quem recorrer e que vê na ausência de vínculo empregatício uma chance para as empresas lucrarem ainda mais com a mão de obra.


A forma que muitos desses entregadores têm de aumentar um pouco a renda é através das gorjetas, mas não é sempre que recebem e o valor, muitas vezes, é bem abaixo do esperado.

Embora muitos clientes acreditem que a taxa de entrega deveria ser a quantia destinada ao entregador, ou pelo menos aos gastos com combustível, a verdade é que essas empresas não repassam esse dinheiro aos funcionários corretamente.

Direitos autorais: reprodução TikTok/@deliveryguy100.


Os aplicativos de entrega de comida, por mais que pareçam ser a salvação da vida pandêmica e moderna, fazem com que muitos restaurantes se sintam forçados a fechar as portas ou a descontar as inúmeras taxas dos próprios funcionários, como os entregadores.

Smithson, em seu vídeo, explica que passou mais de uma hora dirigindo para uma entrega do Uber Eats, mas, no local, recebeu apenas cerca de R$ 4 de gorjeta.

Visivelmente emocionado, o entregador explica que o valor baixo das gorjetas faz com que ele nem sequer consiga pagar a gasolina que usou para chegar ali. Naquele vídeo, ele gostaria que as pessoas soubessem como é trabalhar nos aplicativos que as pessoas tanto usam, como Uber Eats, Postmates e DoorDash (os últimos são mais usados no exterior).


Ele pergunta se faria mal aos clientes oferecerem uma gorjeta de cinco dólares, o equivalente a mais de 20 reais, qualquer valor abaixo disso, no atual momento que estamos vivendo, não é suficiente para que os entregadores arquem com seus custos mais básicos. E pergunta a todos que o assistem como vai conseguir sobreviver dessa forma.

Ainda desabafando, Smithson explica que está muito perto de se tornar um sem-teto, mas que isso não significa que esteja parado, sem trabalhar, sentado, sem fazer nada.

Mas que infelizmente há quatro meses ele não consegue honrar seus compromissos financeiros, como pagar a própria casa onde vive. Em seu vídeo, o entregador conta que gostaria que os clientes o entendessem e tentassem se colocar em seu lugar.


Muito emocionado, explica que tudo tem desmoronado à sua volta e que ele não tem sido capaz de prover para si mesmo os serviços essenciais. Com suas palavras, ele gostaria que todos tentassem entender um pouco do que a maioria dos entregadores têm passado.

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