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Compaixão – um objeto de estudo!

No outro dia refleti sobre compaixão. Pensei sobre como a havia aplicado na minha vida, das pessoas que deveria ter perdoado e deixado ir. Refleti no quanto isso foi difícil porque a compaixão mais difícil de se ter é aquela para com as pessoas que nos fizeram mal. Depois, cheguei a uma conclusão: não é algo que se tenha, é algo que se é.



Há pessoas mais generosas que outras, mais bondosas, mais altruístas. E a compaixão aplica-se a este grupo de pessoas, que simplesmente fazem o bem sem cobranças, e sem sequer refletir. Um sentimento ou estado de ser não é algo racional – é algo que se pratica até se tornar parte de nós.

Perguntei ao meu namorado o que é que ele achava sobre o tema. Ele prontamente lembrou-se de Bashar (um channeller que canaliza ensinamentos de entidades alienígenas – aconselho a aqueles que tiverem mente aberta o suficiente para conhecer) e de algo que este disse a respeito do tema, algo do género:

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Antes de morrermos, todos temos a oportunidade de fazer uma viagem regressiva à nossa vida nesta encarnação, porém sob a perspectiva daqueles que estavam connosco. Ou seja, podemos sentir o que eles sentiram. Isto pode ser extremamente doloroso caso tenhamos feito mal aos outros, porque iremos sentir essa dor, como eles sentiram.

Mas, mesmo que não tenhamos feito mal a outros, e estes nos tenham feito a nós, poderemos ter guardado sentimentos como rancor e vingança, que são, igualmente, dolorosos. Assim, quando a pessoa que nos fez mal fizer essa viagem regressiva, irá sentir a dor que guardamos face ao mal que nos fez.

Compaixão significa poupá-los dessa dor. Passado é passado, mas se sabemos que as nossas escolhas no presente irão deixar uma marca no futuro, especialmente se for dolorosa, devemos escolher conscientemente.

Ter a noção de que alimentar a nossa dor perpetuará a dor do outro (mesmo que este esteja moralmente errado) dá-nos o poder de parar, recuar e transformar um sentimento de injustiça num de calma, e consequentemente, num de felicidade.


Todas as experiências que temos nos elevam. Porém, são as negativas que nos trazem maior clareza. As pessoas que nos causaram dor simplesmente estavam a tentar livrar-se da dor que sentiam. Se somos o exemplo de que nada nos afeta além de nós mesmos, ensinamos o outro a fazer o mesmo.

Ainda estou a tentar aplicar a compaixão na minha vida. Estou a tentar incorporar afirmações de bondade e empatia quando penso em pessoas que não me acrescentam em nada.

Mas talvez a chave esteja em deixar de tentar, e simplesmente ser. Porque todas essas pessoas que parecem diminuir-me, estão a causar grandes descobrimentos dentro de mim que iluminam o caminho para mais amor incondicional. Também são eles que, no fundo, são parte de mim e do Universo. Todos somos um. Todos merecemos felicidade.


Defenda o professor na frente de seu filho e não precisará defender seu filho na frente do delegado!

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