Comportamento

Complexo de inferioridade: descubra como superá-lo

complexo de inferioridade

Em muitos momentos da vida, nós nos sentimos desajustados com relação a alguma situação, como se não fôssemos competentes o suficiente para lidar com ela. Isso é natural, pois somos feitos de um turbilhão de diferentes sentimentos. Contudo, achar que está sempre em desvantagem é motivo de atenção, pois configura o complexo de inferioridade, que pode trazer sérias consequências.



São muitas as causas que podem levar alguém a desenvolver esse sentimento. É comum que tenham origem na infância ou em algum fracasso já na fase adulta.

Ciúmes exagerados nas relações, inveja e até o perfeccionismo são formas de expressar o complexo de inferioridade — mesmo que de forma inconsciente.

Seja qual for motivo, o mais importante é entender o que se passa internamente para, assim, reverter a situação e evitar que aquele sentimento prejudique o relacionamento, o trabalho e a vida social. Mais ainda: para adquirir paz, autoconfiança e ser feliz verdadeiramente!


Continue lendo o post e entenda mais sobre o complexo de inferioridade, os principais sintomas e como acabar com esse sentimento. Confira!


O que é complexo de inferioridade, afinal?

O psiquiatra Alfred Adler foi o primeiro a denominar esse sentimento de incapacidade e insuficiência como complexo de inferioridade. Conhecida como baixa autoestima, é a velha sensação de se considerar um fracasso em muitos setores da vida — ou mesmo em tudo.


Os sentimentos de rejeição e de não ser amado são constantes em quem sofre do transtorno. E, embora pareça contraditório, o maior desejo de uma pessoa com complexo de inferioridade é se sentir os melhor em tudo o que faz. Por isso, a busca pela perfeição e a ausência de amor-próprio (ou desconhecimento do seu valor pessoal) são as principais causas do fortalecimento do complexo.


Causas primárias e secundárias

Em seus estudos, Adler identificou as principais origens do complexo de inferioridade, que podem ser divididas em primárias e secundárias. As primárias são aquelas enraizadas desde a tenra idade e são desenvolvidas a partir de experiências de desamparo, abandono ou fraqueza.


Aqui se encaixam inúmeras situações que podem desencadear esses sentimentos, como sofrimento fetal e tentativa de aborto, depressão materna, morte dos pais, maus-tratos e abusos, comparações e cobranças excessivas, e bullying.

O zelo exagerado e a superproteção também causam complexo de inferioridade, pois tornam a criança insegura e dependente, incapaz de reconhecer seu potencial e suas habilidades.

Já as secundárias estão ligadas a situações frustrantes vivenciadas na fase adulta, como perda de emprego ou de uma promoção desejada, ou um relacionamento desfeito de forma traumática (com traições, por exemplo). Assim, a pessoa começa a se sentir incapaz e inferior, bem como anula o amor-próprio e a percepção otimista sobre si mesma e a vida.

Nesse ponto, ela não consegue mais se amar e confiar em seus valores e em suas qualidades. Passa, então, a enxergar apenas seus pontos negativos, cria uma autoimagem cheia de falhas, e adquire neuroses e fobias que, certamente, atrapalham sua vida e a de quem estiver ao redor.



Principais sinais do transtorno

Por ser um transtorno que afeta silenciosamente a felicidade e o amor pela vida, é importante observar os sinais e buscar ajuda. Alguns comportamentos de quem sofre do complexo são formas de, muitas vezes, camuflar a baixa autoestima e o receio de ser rejeitado pelos outros. No fim, são artifícios de defesa do real sentimento de inferioridade.



Veja os principais deles, a seguir:

  • busca constante por reconhecimento;
  • fuga de situações desafiadoras;

  • demonstrações de inveja e ciúme excessivo;
  • mania de se comparar com outras pessoas;
  • isolamento social;
  • dificuldade de aceitar críticas;

  • hábito de indicar os defeitos e as falhas dos outros;
  • baixa autoestima;
  • posicionar-se sempre no papel de vítima;
  • perfeccionismo;

  • dificuldades de relacionamento interpessoal.

Quais são as consequências para a vida?

A baixa autoestima, a falta de amor-próprio e o sentimento de incapacidade podem comprometer todos os âmbitos da vida: relacionamentos afetivos, carreira, vida familiar e social, e até a saúde, já que os sentimentos negativos se materializam em uma série de enfermidades em nosso corpo.

No trabalho, pessoas que se sentem inferiores, além de não conseguirem apresentar todo o seu potencial e as suas habilidades, podem atrapalhar o sucesso dos colegas, pois a inveja detona atitudes de sabotagem ao crescimento alheio.

Da mesma forma, é difícil encontrar felicidade nos relacionamentos, pois quem se sente inferiorizado tenta, a todo custo, mostrar-se melhor do que o outro. É uma forma de compensar as falhas que enxerga em si.

Além disso, a pessoa não se permite ser amada, pois se acha indigna de qualquer demonstração de amor ou afeto. Pode ser porque não se acha boa o suficiente para estar ao lado de outro ou porque a insegurança e a sensação de ser trocada a qualquer momento limita sua vontade de arriscar ser pleno no amor.

E, por mais lindas, fantásticas e incríveis que essas pessoas sejam, o complexo de inferioridade anula todas essas qualidades e qualquer chance de ser genuinamente feliz. Por isso, é preciso eliminar o sentimento de inferioridade o quanto antes.


Como eliminar o complexo de inferioridade?

Entenda a origem do sentimento de inferioridade

Entender a origem do complexo de inferioridade é fundamental para enfrentá-lo. Reflita, busque dados sobre sua infância, pense na sua vida adulta e compreenda o sentimento negativo que está dentro de você.

Pense por que se sente tão inferior e, ao descobrir a causa, analise a situação por vários ângulos. A partir disso, identifique como reverter o sentimento para mudar a forma como encara a vida. Lembre-se de que a felicidade que tanto deseja só depende de uma pessoa: você mesmo!


Descarte o papel de vítima

Livre-se do vitimismo e da tendência de achar que carrega o peso do mundo nas costas. Levante a cabeça, puxe sua coragem e sua força interiores e enfrente os desafios e os medos que surgirem. E, quando algo negativo acontecer, não remoa nem perca tempo procurando culpados: use sua energia para encontrar a solução e vá em frente!


Elimine as comparações

Comparar-se com os outros pode ser um mecanismo para se sentir infeliz ou frustrado. Todo mundo tem qualidades e defeitos, mas ao nos compararmos com os outros, é comum enxergarmos o melhor do outro e o pior de nós mesmos.

Por isso, nessas situações, acostume seu cérebro a mudar a direção dos pensamentos para sua própria vida e tudo de bom que tem acontecido com ela. Crie uma atitude mental de atração positiva e veja como tudo flui melhor.


Reconheça seu potencial e suas qualidades 

Outra mudança deve ser em relação à tendência a supervalorizar os outros e desvalorizar suas próprias conquistas.

Para isso, comece a se amar verdadeiramente, busque formas de sentir a sublimação da alma, vivencie sonhos esquecidos e qualidades soterradas. Não se desrespeite nem maltrate mais! Sinta o amor, a gratidão e somente boas vibrações fluírem dentro de você.


Procure ajuda profissional

Se o sentimento de incapacidade permanecer, não hesite em buscar ajuda profissional. Por meio da psicoterapia, é possível investir no autoconhecimento e na busca do que lhe faz realmente feliz.

Sobretudo, é preciso que esse processo seja consciente e eficaz, para que você possa se libertar do complexo de inferioridade — afinal, é ele quem rouba sua capacidade de amar e ser amado intensamente.


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