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Con.se.quên.cia

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Dizem que tudo tem uma consequência.



Se eu for até aquela esquina e jogar pedra na janela da sua casa, sofrerei uma consequência.
Se eu correr muito rápido e não olhar pra trás, sofrerei consequências.
Se pichar aquele muro, se gritar de madrugada na sua porta, se chamar sua mãe de maluca ou até mesmo se eu largar o emprego que me faz perder os cabelos, sofrerei consequências.


Se eu me apaixonar desesperadamente e, tão somente cegamente, certamente sofrerei consequências tão grosseiras e severas, tais como aquelas chineladas marcadas em minhas coxas na infância.

Dizem que cada ato seu gera uma consequência.
Quem haverá de ter criado essa maldita consequência que nos bota freios quando mais queremos é voar?

Aprende-se de pequenininho, de toquinho, tão próximo ao chão. Diferente de agora. Aprende-se que tudo gera um “probleminha”. Se eu comer demais terei dor de barriga, se chorar demais dor de cabeça e se não for bem na escola, já era o presente de natal. Tudo gera uma consequência…


E nessa forma louca de se viver, vamos crescendo acreditando tanto nelas, muitas vezes mais nelas que em nossas vontades de fazer centenas de coisas, aquelas mesmas que a gente deixa de fazer por haver consequências.

Esse tal limite que colocam na gente e que nem sabemos pra que lado isso pode ir.
Aquela corrente do mal, tantas vezes salvadora, mas que te impede de ser o que se quer ser já que o que gera um resultado tosco, nem sempre pode ser do bem.

Eu queria.


Amar sem pensar nas consequências, sem ter medos, sem saber, se começando, se terminando, só indo.

Eu queria correr tão rápido e saltar tão alto sem saber que posso me machucar ou, sei lá, vir a chorar por quebrar-me por inteira.
Eu queria balbuciar tantas palavras ao teu ouvido sem me importar se te ganharei ou se te perderei. Se direi coisas de amor ou estupidez.

Quem criou essa maldita consequência que trava-me os dias, han? Quem as criou?


E como seria uma vida sem consequências?

O que pode me levantar na hora da queda?

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