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Conforme o tempo vai passando o coração vai aprendendo a desacelerar, a ter mais calma…

Quando aquele momento de transição chega e a gente percebe que novamente é preciso arrumar as malas, a gente para pra rever muita coisa da própria vida.


O quem tem valido a pena. O que não tem se mostrado fiel e entregue.

Acho que conforme o tempo vai passando o coração vai aprendendo a desacelerar, vai aprendendo a ter mais calma.

Ele para de ser tão arredio, tão controverso, tão previsível.

Ele continua amando, continua vibrando e desejando coisas boas.


Situações podem se tornar adversas de um dia pro outro e a gente tem que aprender a mudar o caminho, o endereço, tem que mudar as coisas de lugar.

Tem que se readaptar ao que a vida anda exigindo.


A gente dá uma parada, dá uma pensada, revê alguns valores e coloca tudo ali, dentro da caixa. Leva o que aprendeu e elimina as toxinas da vida.

Eu já me acostumei a isso. Sinto-me meio cigana. Sinto-me como se já tivesse vivido em vários lugares mesmo sem ter pisado neles.

Esse desapego me faz progredir. Não possuo nada além das minhas atitudes. Até minha veste é emprestada. Novamente eu preciso reestruturar o caminho.

Não lamento. Sofro um pouco, mas acho que tudo vem para nosso próprio bem.

Se hoje Deus disse que é hora de mudar, é melhor mudar. Se Ele disse que nada se perde, é porque nada é nosso. Confio Nele. Aliás, foi assim que aprendi a acolher melhor meus dias. Sucessivamente entre alegria e tristeza, solidão ou inquietude.

O que elevo agora é pensamento. A gratidão de poder ter um lugar pra ficar temporariamente e poder conduzir a alma pelo caminho do bem.

Novamente é hora da faxina, da reforma íntima. Afinal o espaço é meu.

Quem toma conta dele sou eu e a força de Deus.





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