A confusão é o verdadeiro sinal para o despertar espiritual!

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“Diga-me o porquê que tenho arritmia cardíaca há anos? Eu não aguento mais! Fale-me, por favor!”  Após eu ter explicado sobre a abertura do coração para um grupo de mulheres, essas palavras suplicantes e angustiantes vieram de uma senhora de 75 anos que se agarrou a mim como se eu fosse a última chance para acalmar seu coração, a última chance de sua real libertação.



E aí pensei: “Quantos não vivem assim, no limite de suas inquietações? Quantos não sabem nem dar nome a suas terríveis agonias?”

Bem… creio que quantificar o infinito seja algo impossível. Afinal, todos nós vivemos sob o manto opaco da “confusão” interior, alimentando vícios necessários que servem como drogas para alívios fulminantes de nossas angústias des(conhecidas).

Basta a “doença” confusão vir à tona em nossas consciências, que logo injetamos em nós comidas, cigarros, bebidas, altas horas na internet e na televisão, relacionamentos desregrados  e sem envolvimento profundo, de muitas tarefas laborais ou mesmo de altas doses entorpecentes de fantasias descabidas.


Segundo a psicanálise a “confusão” mostra sinais positivos quando um paciente transita de um padrão de falso self (si mesmo) para um padrão de verdadeiro self.

Particularmente, considero a “confusão” como um verdadeiro despertar da consciência. Um despertar que nos aperta tanto, a ponto de nos sufocar, até sermos livres da prisão de desassossegos. 

De acordo com minhas vivências e como uma curiosa e observadora estudiosa, passamos por três fases de “confusões”:

1. Fase da FUGA:

É aqui onde a maioria se encontra. É aqui onde estão os buscadores de emoções recorrentes do lado de fora como forma de remédios para melhorarem as “dores agudas” de seus sofrimentos considerados anônimos por suas consciências. Mas, inconscientemente, sabemos daqueles velhos conhecidos guardados dentro de nós.



2. Fase da RESISTÊNCIA:

Neste momento muitos invadir-se-ão. Porém, darão de cara com as verdades de suas histórias e irão recuar com rebeldia por medo de enfrentarem seus próprios tormentos.

O pai consciência será sempre um protetor e fará com que nos afastemos da realidade de nossa inconsciência para não sofrermos. Entretanto, nenhum pai que se faz escudo torna bom seu filho! Então, que sejamos nesse estágio filhos desobedientes e corajosos para atingirmos as profundezas do nosso ser. Pois, em meio aos achados sombrios, encontraremos a luz do autoconhecimento.


3. Fase da ENTREGA:

É a hora da “queda”! Mas como já dizia William Shakespeare: “há quedas que provocam ascensões maiores.”  Pois é na luta do despertamento consciencial através de choros incontroláveis e dores reais de feridas antigas que seremos acompanhados dia e noite pelos sábios guerrilheiros silêncio e solidão. E é a partir daqui que iremos nos reerguer  com a bandeira do perdão. E assim, a “confusão” dissolver-se-á em clareza mental.

No entanto, há de se ressaltar que muitos alternam-se entre as fases já citadas. Pois uns fazem morada quase permanente na fuga e na resistência. Já outros, ficam entre a resistência e a entrega completa.

O certo é que não devemos ver a “confusão” como uma inimiga. E sim como alguém que nos encoraja e nos chama aos gritos para nos adentrarmos e nos autodescobrirmos.

A “confusão” é o verdadeiro sinal para o despertar espiritual!

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Direitos autorais da imagem de capa: hlongwangchao / 123RF Imagens

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