Conheça a cabala do dinheiro – ninguém pode levar o que é realmente seu!

Comecei a ler livros sobre dinheiro há pouco mais de seis anos. Para ser sincero, minha primeira incursão em reflexões mais sérias sobre esse ativo de tantos nomes começou com uma brincadeira que fiz comigo mesmo. Numa visita usual a uma livraria, acabei comprando o livro “Os Segredos da Mente Milionária” (Editora Sextante), de T. Harv Eker, com o intuito de “ler alguma porcaria, para variar”. Foi uma partida para um caminho sem volta. Eker me fez, pela primeira vez na vida, pensar — de verdade — sobre dinheiro e riqueza.



Eker foi o ponto de partida para uma busca que continua incessante. Se não fosse pelo livro dele, eu não teria me apaixonado pelo assunto e, provavelmente, pouco teria buscado em termos de aperfeiçoamento do significado do dinheiro na minha vida. Ele deu o impulso inicial, mas por bastante tempo vivi intensamente um incômodo a respeito das finanças: como equilibrar o “ter” com a necessidade premente de desenvolvimento espiritual?

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Muitos autores se seguiram, sendo Osho o que mais me influenciou. Mas, hoje quero falar especialmente sobre um conceito relacionado a dinheiro trazido por Nilton Bonder, no seu livro “A Cabala do Dinheiro”. O volume faz parte de uma trilogia, sendo os outros títulos “A Cabala da Comida” e “A Cabala da Inveja”.


“A Cabala do Dinheiro”, editado pela Rocco, tem, em si mesmo, um ar judaico. Um humilde volume de cerca de duzentas páginas, com capa simples e pouco chamativo nas prateleiras das livrarias. No entanto, ao começar a leitura, começamos adentrar numa profundidade que essa aparência não demonstrava. Dá a impressão de ter aparecido o livro bem na hora certa, sem imposição, sem nenhum tipo de marketing. Foi “colocado” diante de mim, provavelmente no momento mais propício para aprender o que ali estava contido.

A cada página virada, o livro traz material abundante para reflexões sobre os nossos preconceitos em relação ao dinheiro, a sua potencialidade de causar o mal e a necessidade de percebermos que ele possibilita trocas benéficas para a vida em sociedade e também para o nosso desenvolvimento enquanto seres dotados de um lado espiritual inegável.

Nossos negócios no mundo material teriam algum efeito nas nossas relações para com o mundo espiritual? A maioria dos livros que eu havia lido anteriormente não abordavam essa questão ou, se o faziam, simplesmente justificavam que era melhor ser rico e ter mais condições de ajudar as pessoas, do que não ter dinheiro e viver às custas dos outros. Bonder vai além, e aborda o “ishuv ha-olam” ou voto de riqueza, que se relaciona com a nossa obrigação de aumentar o nível de vida do cosmos.


O conceito que mais me marcou em “A Cabala do Dinheiro” diz respeito ao sustento. Contando uma história curiosa sobre um cabalista que estava tentando vender livros para um rabino, começamos a aprender sobre o sustento, num sentido muito mais abrangente do que o mais comum “ter o que comer”. Quando o cabalista estava procurando um papel com um certo endereço nos seus bolsos, teve que retirar montes de dólares e colocar na mesa. O rabino tentou alertá-lo de que andar pelas ruas assim era muito perigoso, ao que o cabalista disse: “o que é seu, realmente seu, ninguém pode levar”.

Continuando a leitura e fazendo reflexões, chegamos à conclusão de que estaremos seguros em relação ao nosso sustento se estivermos equilibrados com o mundo espiritual, e o que é nosso chegará no momento certo e na quantidade exata para que seja feito conforme o que, realmente, precise acontecer naquele momento e contexto. Bonder não se esquece de falar dos altos e baixos, da roda da fortuna, pois todos sabemos que os momentos de prosperidade e os de aridez vão se alternando ao longo da vida. Ele nos dá, também nessa parte, insights muito interessantes sobre como encarar os momentos bons e ruins da nossa relação com o dinheiro.

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É de grande importância termos em mente o conceito de sustento ligado ao fato de que tudo o que for para ser nosso, será nosso. Não apenas para termos mais confiança no sustento, que invariavelmente nos chegará, mas também para encararmos com alegria e bom humor as perdas, por maiores que sejam, pois o que não é nosso, não ficará conosco.

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