Conheça o incrível poder de libertação do passado…



Ah, como é gostoso o gosto da liberdade! Conheça o incrível poder de libertação do passado.

A vivência de um ser humano é muito intrigante. E descobri que todos nós, em algum momento da vida, (tem pessoas que passam toda a vida) viramos caixões. No sentido figurado, é lógico! Entendemos que um caixão serve para guardar defuntos, certo? Então, descobri que somos mestres em guardar defuntos. E o que é um defunto? Defunto é algo morto, que morreu, e nunca mais vai voltar a existir.

Portanto, o que quero explicar é que temos a grande facilidade de guardar aquilo que está morto, que um dia existiu, mas por algum motivo morreu. Lembranças, pessoas, acontecimentos, tirocínios de um passado, de um pretérito, às vezes, muito imperfeito ou mais que perfeito! Uma paixão, um grande amor, um maltrato, traumas, momentos felizes ou momentos desafortunados.

Toda morte é traumática e a tendência natural é viver uma realidade ilusória, dizendo para si mesmo que aquilo é mentira, que tudo não passa de um sonho não tão belo. Quando acordamos e vemos que aquilo é verdade, e que precisamos seguir em frente, simplesmente lançamos nossa âncora naquele lugar e lá ficamos.

Ao nosso redor há um mar cheio de possibilidades, com muitas portas abertas, com inúmeras chances, com variáveis experiências, mas teimamos em permanecer estagnados, fincados no mesmo solo. E o defunto que carregamos pesa (e como pesa), e nos incomoda, e nos sufoca, e nos impede de viver plenamente. Carregar coisas mortas e sem vida é muito sacrificante e o resultado é dor, tristeza, limitação. Vemos a vida passar, e não temos atitude diante de nada. Afinal, estamos vivendo como caixões!

Chega uma hora que é necessária uma decisão, uma posição. Ou vamos viver para sempre enredados, presos ao passado, ou então vamos mudar o quadro que nos encontramos.

Em meio a toda tempestade, a toda agonia, a todo sentimento impregnado e a todas as ligações com o defunto, ou com os defuntos (há pessoas que carregam várias coisas), precisamos puxar o ar lá de dentro e mesmo com o coração sangrando, liberar, deixar as águas levarem para o fundo do mar, e ali sepultar para sempre aquele cadáver.

Quando conseguimos fazer isso, uma tonelada sai de cima da gente. Uma não. Duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez… Infinitas!



Claro que choramos, que sofremos, mas, sem dúvida alguma, viver livre de qualquer fardo, é simplesmente incrível!

Desse momento em diante, parece que nascemos de novo! O céu parece que fica mais azul, as flores mais cheirosas, os pássaros mais afinados, o sol mais brilhante… A vida fica mais bela! Parece que aquela eterna noite passou, e enfim chegou o amanhecer…

Ah, como é gostoso o gosto da liberdade! Por isso, precisamos sempre olhar para dentro de nós, e lá no recôndito do nosso ser, analisar, avaliar se não há um defunto lá dentro. E se houver o melhor a se fazer é deixá-lo ir embora.

Somente quando abrimos mão, e liberamos o que nos prende e nos limita, é que podemos de fato viver a vida! Que não passemos por esta vida, que a vivamos com intensidade e paixão!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: tidty / 123RF Imagens






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