Comportamento

Conhecido oferece doce a criança e ela desenvolve infecção grave. “Quando uma mãe fala ‘não’, é ‘não’…”

Ana Sophia passou nove dias internada por causa do incidente. Sua mãe faz importante alerta a amigos e familiares para que sempre respeitem as regras dos pais.



Quem é mãe e pai sabe bem a dificuldade que é fazer com que amigos e parentes compreendam as regras da família, principalmente quando aplicadas a crianças pequenas e bebês. Sempre existe aquela tia que não se importa com a quantidade de tempo de sono dos sobrinhos, aqueles avós que enchem a criança de doce fora de horário e aquele tio que adora brincadeiras perigosas.

Embora pareça que as regras são exageradas e seus responsáveis se tornaram pessoas extremamente chatas depois que tiveram filhos, a verdade é que apenas eles sabem do que as crianças precisam, e são justamente eles que ficam com elas nos piores momentos. Esse é o alerta da operadora de loja Scarlet Gimenez Soares, de Esteio, no Rio Grande do Sul, em suas redes sociais.

Há dois anos, ela e a filha Ana Sophia passaram por um tremendo susto quando descobriram, de forma inesperada, que a bebê tinha alergia grave a corantes alimentícios. Metade de um doce, oferecido por um conhecido da família, foi suficiente para a menina passar mal e ficar internada com sintomas preocupantes.


Em suas redes sociais, a mulher explicou um pouco como tudo aconteceu, e ganhou a simpatia de pais, mães e responsáveis que passam (ou já passaram) por situação semelhante.

Scarlet fala um pouco sobre a irresponsabilidade dos adultos, incapazes de discernir quando uma mãe lhe nega algum pedido. Ela recebeu uma visita certa noite, às 21h, de uma pessoa conhecida, da qual não revelou o nome ou grau de parentesco.

Nesse horário, Ana Sophia já havia jantado, mamado e estava pronta para dormir. A pessoa chegou comendo um marshmallow, e a mãe logo se adiantou, pedindo para não oferecer à criança, já que ela nunca o havia provado e não estava mais no horário de ingerir esse tipo de alimento.

A pessoa disse que seria apenas um, mas Scarlet reforçou a própria instrução. Ela foi à cozinha e, nesse meio-tempo, a pessoa deu a guloseima à criança. Imediatamente, um mal-estar pairou no ambiente, a visita logo se foi e Ana Sophia, que havia comido apenas metade do doce, acabou vomitando pouco tempo depois. A mãe pensou que esse era um sinal de que ficaria tudo bem, o corpo havia expulsado o alimento e a criança dormiu em seguida.


Pouco menos de 20 minutos depois, a bebê acordou chorando, inquieta, e foi só a mãe sentá-la na cama para ver a crise de vômito começar para não parar mais. No dia seguinte, os pais levaram a criança ao pronto-socorro, onde foi diagnosticada com intoxicação alimentar. Os médicos pediram para cuidar da febre, pois o quadro poderia evoluir para infecção intestinal.

Em casa, Ana Sophia não melhorou nem um pouco e, após quatro episódios de febre, apresentou diarreia. Bastou retornar ao hospital para vir a desagradável confirmação: o quadro havia evoluído para infecção intestinal por conta da alta presença de corantes e conservantes, aos quais a pequena é intolerante.

Até aquele momento, ninguém havia descoberto o problema, afinal a criança sempre teve uma alimentação regrada, não havia motivos para temer. Bastou um adulto irresponsável não ouvir as ordens de uma mãe, que tudo começou. Ana Sophia precisou de antibiótico na veia e uma dieta ainda mais restrita, além de três veias estouradas.

Scarlet enfatiza que, quando uma mãe fala “não”, é “não”, e não importa o vínculo ou grau de parentesco da pessoa com a criança e sua família. Apenas a mãe sabe exatamente do que seu filho precisa, e é apenas ela que vai passar noites em claro com ele, em caso de doença. Foram nove dias de internação, dos quais oito ela não conseguia ingerir sequer um copo de água, já que passava mal frequentemente.


O caso fez com que, segundo a mãe, Ana Sophia desenvolvesse intolerância à proteína do leite, restringindo sua alimentação ainda mais. A menina precisa de acompanhamento com alergista, nutricionista e pediatra, sem falar no controle rígido, por exemplo, com a lancheira da menina na escola. Por isso, a dica que ela deixa é sempre respeitar as ordens da família.

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