Conhecimento: o fruto proibido

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O que é conhecimento? Saber algo, querer saber, procurar a origem, entender.

Há várias maneiras de adquirir conhecimento, mas muita inconsciência sobre onde adquiri-lo e a sua importância.



Saber mais sobre alguma coisa do que antes sabíamos é sempre uma vitória.

Um velho sábio disse: “Só sei que nada sei“.

A consciência de que desconhecemos eternamente sobre tudo, é uma espada de dois gumes: pode nos fazer sentir derrotados perante tudo o que existe para conhecer ou nos tornar ávidos para descobrir mais, infinitamente.


O mal-estar de confrontar a vida que se definha a cada dia resulta em acharmos que ignorância é bênção. Mas a consciência de saber que morreremos (nesta vida) e deixaremos uma obra prima em constante restauro, é o combustível dos sábios.

Sabedoria é a avidez em buscar conhecimento e aceitar que a revelação é constante, que não haverá uma meta, um prêmio final a quem chegar primeiro, pois ninguém alguma vez chegou, ou chegará.

A filosofia, que é a arte de pensar e questionar as verdades ditas “absolutas”, chega para confrontar todo o conhecimento, para lhe retribuir sabedoria.

Lendo o Taoísmo chinês, conseguimos perceber o quão profundas as verdades mais simples podem ser.


O que é verdade? Aquilo que ressoa com a nossa alma. Verdades universais interligam verdades individuais.

Mas a mensagem mais crucial que podemos aprender com os orientais, é a de que o conhecimento apenas se adquire, de verdade, através da experiência. E nós, ocidentais, desprezamos a experiência, nós a rotulamos como “necessária”, um meio de sobreviver. Quando, na verdade, ela é sagrada.

O pensamento acelerado e excessivo tornou a experiência de simplesmente ser, sem distrações, num fardo. Fala-se de meditação como uma novidade, porque hoje parece uma inovação a pessoa ficar sentada e quieta por uns meros minutos, quando os orientais sabiam o poder da mente quieta há séculos!

É o pensamento que confunde a verdade sobre tudo.

Sublimo a importância de ler, porque na distração dos nossos próprios pensamentos com os do autor, aprendemos a ver outros lados da questão, e o texto fica a “marinar” no nosso subconsciente. Novos conceitos são apreendidos automaticamente, aprendemos a pensar novamente, com menos ruídos e mais clareza.

Livros são armas poderosas porque confrontam a verdade onipresente, imposta sobre nós pelo sistema que nos rodeia, a religião ditatorial que nos impõe até uma forma de pensar padronizada. Mas não apenas nos livros podemos encontrar clareza novamente. Quando abrimos a nossa mente para aprender com tudo, encontramos um presente constante, chamado sincronicidade.

Sincronicidade é a linguagem do Universo, as respostas não verbalizadas para as perguntas não formuladas. É o mistério em constante revelação, que apenas nós podemos decifrar, se possuirmos sabedoria suficiente para traduzir o intraduzível.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / xalanx

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