Conselho sem levar em conta o olhar do outro é arrogância!

Claro que não devemos negar um conselho a quem peça. Mas, é bom ver com o olhar do outro.

Segundo uma matéria que acabei de fazer num curso de pós-graduação, decidir é cortar fora, é tirar opções. E, esse negócio de decidir é tão difícil que este mundo moderno criaram uma matéria para estudar chamada Tomada de Decisão. Nela, há planejamento decisório, que passa por uma série de processos e métodos com diversos itens a analisar. Mas, mesmo na metodologia, existe algo chamado comportamento pessoal, que influi e orienta todo o fluxograma das técnicas do processo decisório. Esta combinação de sentimentos e “necessidades” torna tudo único e pessoal.



Assim como as decisões são as opiniões. Somos uma sociedade participativa. A democracia fez de nós seres opinativos. E nossa consciência tem de tomar cuidado para não sermos monstros da verdade. Porque opinião, como decisão, é a soma das nossas experiências, expectativas, personalidade, amor, esperança, medo, desejo e até nossas frustrações. É uma soma complicada. Então, ao dividi-la com o outro, temos de nos preocupar com a matemática do respeito, pois conselho sem levar em conta o olhar do outro é arrogância.

Temos de nos preocupar com a matemática do respeito, pois conselho sem levar em conta o olhar do outro é arrogância.

E, não há nada mais comum que confundirmos caridade e auxílio com prepotência e superioridade. Autorizada ou autoritária, trata-se de uma atitude cruel despejarmos nos outros, nossas opiniões sem separarmos nossas questões. Pode ser uma forma de despejarmos nossas vontades sobre o outro, nossa visão de mundo, nossas crenças. E, mesmo amando o outro, somos diferentes dele. Logo nossas percepções e expectativas não são as dele.

Claro que não devemos negar um conselho a quem peça. Mas, é bom ver com o olhar do outro. Porque onde você vê medo, pode ser fruto de uma coragem sem limites. Onde você ouve desamor, pode haver o maior amor do mundo. Onde você fareja calmaria, talvez o ar esteja pesado de desespero. Ou vice-versa. O aspecto é o mesmo, mas a visão depende do ângulo. E para enxergar o que o outro vê, precisamos cobrir nossos olhos com a tal da empatia. E, mesmo nela, ainda tateamos sob nossa compreensão de visão.


Mesmo a decisão sendo algo único e pessoal, uma opinião sincera é sempre válida. Mas, sinceridade não é opressão, mas sim lisura de propósito. E ser liso, é ser neutro, puro, é ter amor mais que razão. Porque, na matemática do amor, o menos importante é a sua opinião, pois ao final desta jornada do processo decisório, o que mais você pode fazer pelo outro, a não ser estar com ele multiplicando ou dividindo o fruto da decisão?

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