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Corações mansos em um mundo aflito…

Leia ouvindo: TIAGO IORC – Dia Especial



Dias atrás parei no meio da correria cotidiana para ouvir meu coração. Em meio a tanta bagunça e stress ele estava lá, manso. Parece mesmo que o bichinho da plenitude me pegou de vez.

Me aquietei, tranquilizei e simplesmente optei por tocar o barco, independente do que está por vir. Uma sensação estranha de tranquilidade sensata.

O mundo pode desabar, mas meu coração não vai desabar junto.


Não parei de sentir ou de vibrar a cada boa noticia, aprendi a não me abalar com o mundo hostil que está bem ali, depois da porta de entrada de casa. Aprendi a ser mais segura e menos inconstante, apesar de continuar intensa. Aprendi a respirar fundo e tentar não dar importância, mesmo que muitas vezes me importe. Aprendi que algumas pessoas vão querer me magoar, aliás, vão se esforçar para isso, e eu por necessidade máxima vou precisar não me importar, de novo. Não que isso seja fácil, mas mágoa e coração não combinam. Deixa ir.

CORAÇÕES MANSOS - FOTO 01

Coração manso não se apega a miudezas mundanas.

Coração manso mora em alma grande. Hoje assumo, sem modéstia alguma, que cresci, que amansei um coração briguento e por vezes rabugento. Deixei histórias para trás, pessoas também. Me perdoei e desculpei aqueles que sem nem perceber – e as vezes até percebendo – me faziam mal. Aprendi a relevar, a fechar a boca, a não contar planos, vantagem ou números. Parei de acreditar nas estatísticas e nos planos do governo. Comecei a me ver como cidadã do mundo e não apenas moradora de uma cidade chata.


Enxerguei finalmente um gráfico de vida: aquilo que realmente vale a pena X aquilo que realmente preciso me preocupar. Mudei de vida, de amigos, casa, guarda-roupa e caminhos. Reaprendi a viver sem me cobrar pela sociedade e dando importância para aquilo que era realmente bom para mim, e isso está bem longe de números na conta bancária, um carro do ano ou comprar mundos e fundos no shopping.

CORAÇÕES MANSOS - FOTO DE CAPA E FOTO 02

Parece até julgamento, mas na verdade é só coração manso e aquela sensação incrível de saber exatamente o que não se quer, e esbarrar em certeza nenhuma sobre querer. O querer muda, o passado não.

Corações mansos em um mundo aflito.


Oração em meio ao caos.

Serenidade em meio a ansiedade.

Ser e ter. Ir e vir. Viver e sentir.

Que o nosso mundo seja guiado por coração próprio, deixando a razão para outros números.


Como você reage frente aos desafios?

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