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Corpo de motorista de aplicativo é achado em Rio das Pedras

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A polícia encontrou nesta quinta-feira (23) o corpo do motorista de aplicativo Lucas Mendes, de 26 anos. Ele estava desaparecido desde sábado (18), quando saiu de casa em Irajá, na Zona Norte do Rio, com um amigo identificado apenas como Gabriel.

Segundo o amigo, eles foram à Tijuquinha, no Itanhangá, na Zona Oeste, comprar ouro para revender.

O corpo foi achado pela polícia enterrado na região de Rio das Pedras, na Zona Oeste.

“O que conseguimos apurar por enquanto é que ele foi junto de um amigo para tentar comprar ouro quando um suspeito do crime teria entrado no carro. Ele foi enterrado em uma localidade de Rio das Pedras e a família reconheceu pelas tatuagens”, explicou a delegada Ellen Souto, da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Dias antes do encontro do corpo, a irmã de Lucas, a enfermeira Myrna Mendes, contou que o último contato do rapaz aconteceu por volta das 18h10 de sábado. O celular foi desligado na Rua da Chácara, na Tijuquinha, depois de ele ter mandado uma mensagem para o amigo dizendo: “Deu ruim”.

“Lucas é um rapaz tranquilo, solteiro, que gosta de se divertir, mas comedido. Ele trabalha como promoter na casa noturna Parada 021 e trabalha como motorista de aplicativo. Ninguém sabia que ele estava fazendo bicos, negociando ouro. Ele nunca teve envolvimento com drogas ou qualquer coisa ilícita. Somos uma família estruturada. Somos quatro irmãos e moramos com minha mãe”, contou Myrna, que chegou a fazer um apelo por informações sobre o irmão nas redes sociais.

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Lucas Mendes, de 26 anos, também era promoter da casa noturna Parada 021, na Vila da Penha, na Zona Norte – Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal

Ela contou que Lucas vinha andando muito na companhia de Gabriel, que não é conhecido da família. E que foi ele quem informou que Lucas tinha sido “sequestrado”.

“Ele bateu aqui em casa para devolver o carro do Lucas e as chaves de casa. E contou que eles tinham ido a um bar negociar a compra de ouro para revender. Chegando lá, os negociadores fizeram Lucas entrar no carro preto e ficaram dando voltas com ele pela Tijuquinha. Gabriel disse ainda que manteve contato com ele por um tempo pelo celular, até que ele disse: os caras estão de peça (armados), deu ruim. Ele, então decidiu fugir no carro do Lucas”, contou a irmã.

Segundo ela, foi Gabriel quem contou à família que Lucas vinha fazendo uns “bicos”, para aumentar sua renda. Mas que a família nunca soube desse trabalho extra.

A família chegou a procurar a Delegacia Antissequestro (DAS), no próprio sábado (18). Mas como não havia pedido de resgate pelo motorista de aplicativo, os parentes foram orientados a registrar o caso na 16ª DP (Barra da Tijuca), onde todos prestaram as primeiras informações, inclusive Gabriel.

Na segunda-feira (20), o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

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