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Infectados por covid-19, avó, mãe e filho perdem a vida no intervalo de 10 dias

Mecânico perdeu os familiares entre os dias 18 e 28 de março, o mês mais letal no Distrito Federal.



Com informações da Secretaria de Saúde, no dia 31 de março, a taxa de ocupação dos leitos nas unidades de terapia intensiva era de 97,78% na cidade de Brasília (DF). Isso faz com que mais de 300 pessoas fiquem à espera de um leito, das quais aproximadamente 245 estão com covid-19.

Ainda segundo esses dados, março foi considerado o mês de maior número de mortes no Distrito Federal (1.074). Nessa estatística, entrou a família do mecânico Antônio Marcelo da Silva. Ele perdeu, em 10 dias, sua sogra, esposa e filho.

Em entrevista ao G1, o mecânico diz que a ficha ainda não caiu ao perder seu filho, esposa e sua sogra para a doença. O sofrimento é muito grande.


Ele relatou que seu filho, Stênio da Silva, de 26 anos, foi o primeiro a ter os sintomas. Após o agravamento, foi internado no Hospital Regional do Gama (HRG) e precisou ser intubado.

Direitos autorais: reprodução/TV Globo.

A mulher de Antônio, Simone Maria da Silva, de 46 anos, começou a sentir os sintomas da covid-19. Foi internada no mesmo hospital. Logo em seguida, sua mãe, Raimunda, de 71 anos, infectou-se e foi internada no mesmo hospital.

Simone foi a primeira a não resistir à doença. Seu falecimento ocorreu dia 18 de março. Deixou outros dois filhos, de 4 e 12 anos. Antônio acredita que, além da gravidade da doença, o choque de saber que o próprio filho e a mãe estavam intubados mexeu profundamente com ela.


Direitos autorais: reprodução/TV Globo.

Uma semana após a morte de sua esposa, Antônio perdeu a sogra. No último domingo, o filho também foi a óbito. Extremamente abalado, o mecânico disse que estava com sua mulher havia 30 anos.

Quando resolveram que se casariam, ainda eram menores de idade. A dor da perda ainda é maior quando se tem dois filhos pequenos, que precisam dos cuidados da mãe.

Direitos autorais: reprodução/TV Globo.


Infelizmente, essa situação está acontecendo com diversas famílias. Vidas estão sendo ceifadas pela doença e pela falta de estrutura e leitos disponíveis para atender à população. O total de vítimas no Distrito Federal chegou a 5.912 e de infectados, mais de 340 mil pessoas, de acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF).

De acordo com o especialista e infectologista Jonas Brant, Brasília está vivendo um caos por conta da incapacidade assistencial, pois a rede está completamente sobrecarregada. As pessoas estão morrendo por falta de cuidados básicos e atenção médica. Procedimentos que são simples e salvariam a vida, não estão sendo realizados por falta de estrutura.

O médico ainda pontua que os próximos dias serão ainda mais trágicos para a cidade. Falou também que um lockdown extremamente rígido, de 10 a 15 dias, é necessário para redução de casos.

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