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Covid: Justiça condena veterinária a pagar R$ 50 mil após burlar vacinação

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No ano passado, a veterinária postou nas redes sociais sobre a fraude na vacinação. Entenda melhor o caso!

A vacinação contra a Covid-19 tem sido vista como a esperança para combater a pandemia e retomar a rotina por uma grande parte dos brasileiros. Já são mais de 147 milhões de brasileiros totalmente imunizados, de acordo com informações reunidas pelo portal de notícias G1.

Esse é um número bastante interessante, mas poderia ser ainda maior, se a população se imunizasse de maneira correta. Embora os cronogramas de cada imunizante estejam muito bem explicados, algumas pessoas estão encontrando maneiras de burlar a vacinação, prejudicando a própria saúde e privando outros da oportunidade de se protegerem contra o vírus.

No ano passado, a veterinária Jussara Sonner acabou ficando conhecida após postar em suas redes sociais uma confissão sobre a forma como se vacinou. Conforme explicado em uma matéria da Veja, ela contou em publicações que tomou três doses de imunizantes contra a Covid-19, sendo duas doses da CoronaVac e uma dose única da vacina da Janssen.

As doses de Coronavac foram tomadas por Jussara em 9 de fevereiro e 2 de março de 2021, na UBS Vila Fátima, em Guarulhos, enquanto que a dose da Janssen aconteceu em 30 de junho na UBS Uirapiuru, na mesma cidade.

Em sua publicação, Jussara explicou que se sente mais protegida com a dose única e que poderia viajar para onde quisesse.

Sua publicação acabou chegando a várias pessoas, que a questionaram como ela tinha feito para conseguir tomar as três doses. Jussara então respondeu que se dirigiu a uma UBS que não tinha computadores para presença na lista de vacinados. “Fui em bairro meio que de favela. Quando cair no sistema já será tarde demais”, disse a mulher.

A prefeitura de Guarulhos informou em nota para a imprensa que “tomou conhecimento nesta manhã das postagens da médica veterinária e imediatamente determinou que o caso fosse enviado ao Ministério Público para que ela seja investigada”.

Conforme informado em uma matéria da UOL, Jussara ainda publicou as fotos dos comprovantes das vacinação e, em uma outra publicação, chamou a CoronaVac de “vachina”, acrescentando que depois da dose de Janssen, ela não viraria “jacaré”.

Ainda no ano passado, o Ministério Público informou à Vejinha que recebeu uma representação sobre o caso e que analisaria o caso. Na mesma época, a prefeitura da cidade afirmou que “não mede esforços para promover uma vacinação célere e eficiente. Mas não se pode fechar os olhos para abusos e fraudes que visem burlar esse sistema, ainda mais baseadas em motivações desprovidas de amparo científico que possam prejudicar grupos prioritários para a vacinação”.

Nessa semana, a condenação da veterinária saiu. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou Jussara Sonner, a pagar uma indenização de R$ 50 mil ao Poder Público por burlar as regras do sistema de vacinação contra a covid-19 em sua cidade.

O responsável pela decisão foi o juiz Rafael Tocantins Maltez. O magistrado considerou que houve um intuito, por parte da veterinária, de obter vantagem sobre outras pessoas que deveriam tomar a primeira ou a segunda dose.

Ele ainda acrescentou que ela não levou em consideração as limitações de materiais e que se aproveitou da falha do sistema de vacinação para obter uma vantagem impossível na época.

O juiz ainda acrescentou que, através de sua atitude, Jussara “causou um mal coletivo, ao dar péssimo exemplo em momento tão delicado e peculiar como o da atual sindemia”, e que a sua indenização por danos morais coletivos “serve de exemplo e de fio condutor a desestimular a prática de burlar regras socialmente necessárias em momento tão delicado como da atual sindemia”.

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