Crenças e padrões prejudiciais às nossas vidas



Já falei algumas vezes em meus artigos sobre crenças e padrões prejudiciais à nossa vida. Hoje vou me ater às crenças que entram em nossa psique desde tenra idade, e ajudando a nos sentirmos incapazes e, principalmente, não merecedores da felicidade.

Vivemos num mundo permeado de crenças que cultuam a culpa e o sofrimento. É como se ninguém tivesse o direito de ser feliz. Pois eu digo: não temos só o direito, como temos o dever de sermos felizes.

Porém, estas crenças negativas e limitantes estão enraizadas no inconsciente coletivo, na cultura e na sociedade. É necessário um trabalho individual e constante, além de atento, para podermos mudar nossos padrões internos tão condicionados por tais crenças, até porque continuamos ouvindo-as o tempo todo. Ou, pelo menos, já as ouvimos o bastante quando crianças, época em que nossa personalidade está sendo formada.

Vou contar uma história para exemplificar bem o que estou dizendo. Há uma moça que vende roupas na rua ao lado de minha casa. Por uma época ela sumiu. Alguns meses depois lá estava ela novamente com sua barraquinha. Perguntei o que havia acontecido, e ela me respondeu que havia participado de uma feira permanente num ótimo lugar, e que já ficou famosa por suas roupas. Disse-me que nunca vendera tanto, inclusive para artistas conhecidos.

Perguntei à moça porque ela estava de volta para a rua, então. Ela me respondeu que o responsável pelo lugar quis renovar o contrato, mas ela achou que não devia. Perguntei o porquê daquela sua decisão, e ela não soube me dar um motivo, pois não havia nada de ruim no contrato, muito pelo contrário, apenas disse que foi o que achou que devia fazer.

Depois, a vendedora mostrou-se arrependida por não ter aceitado a proposta, dizendo que, além de tudo, perdera suas clientes da rua, já que ela sumira por um bom tempo. Começou então a culpar os outros, dizendo a clássica frase que todos preferem dizer em vez de reconhecer suas próprias autossabotagens e mecanismos para continuarem – ou voltarem – para a zona de conforto: “foi muito olho gordo que colocaram em mim”.

Eu não pude ouvir aquela frase sem dizer nada e tentei, em vão, explicar à moça que talvez ela que não se achasse merecedora de ter sucesso e mais dinheiro, e que, desacostumada com isso, ela se viu voltando para o antigo padrão. Ela não entendeu, e por mais que eu explicasse, parecia que eu estava falando coisa de outro mundo. E foi triste perceber que o autoconhecimento, infelizmente, é para poucos, e que parece muito mais fácil culpar os outros por nossos infortúnios. Claro, porque sempre tem que haver um culpado nesta sociedade que cultua a culpa.

Há algum tempo eu estudei um material da conhecida mestra da autoajuda Louise Hay,.  que falava exatamente dos nossos medos ou desejos ocultos (os dois, na maioria das vezes, estão ligados) de autopunição.

Esta autopunição tem a ver exatamente com a questão da culpa e das crenças negativas enraizadas, que geram os nossos padrões mentais, emocionais e comportamentais.

Neste material havia uma lista de frases que são ditas por todos e que ouvimos muito quando crianças. Eu coloco algumas delas aqui para você, com seus significados ocultos entre parênteses, mostrando o que a frase realmente quer dizer, o que se absorve dela e se padroniza para a nossa vida.

Você reconhecerá muitas destas frases e perceberá como são perigosas e destruidoras, como não é bom repeti-las, isto é, “mantralizá-las”, nem para você, nem para o outro.

Muitos problemas relacionados à autoestima podem vir destas frases repetidamente ouvidas na nossa infância. Pois muitas destas frases foram ditas para nós milhares de vezes, principalmente na fase inicial de nossas vidas (portanto, cuidado com o que você diz para seus filhos), e nós, querendo ou não, as compramos.

Não esqueça: as palavras têm poder. Perceba o que você diz, filtre o que você ouve. Seguem as maléficas frases:

– A vida é um sofrimento. (É impossível ter prazer)

– A vida é uma luta. (Para conseguir algo tem que ser com muito esforço)

– As mulheres sempre se danam. (Nascer mulher é um castigo)

– Cuidado que Deus castiga. (Vivo esperando ser castigado)

– Você nunca faz nada direito. (Sou incompetente)

– Deixe que eu faço, você não sabe. (Os outros são melhores do que eu)

– Está lindo, mas foi você mesmo quem fez? (Não sou capaz)

– Homem não chora. (Tenho que ser duro e não sentir)

– Não existe prazer sem dor. (Não quero o prazer para não viver a dor / vive o  prazer através da dor)

– Não se pode ter tudo. (Tenho que me conformar com o pouco que tenho / não mereço a felicidade completa)

– Ninguém vai querer se casar com você. (Estou condenado a viver só)

– Não se arrisque. (Não ouso na vida)



– Quem tudo quer, tudo perde. (Não posso desejar mais)

– Rico não entra no Céu. (Tenho que ser pobre)

– Você é igual ao seu pai/sua mãe. (Tenho que repetir a história deles)

– Você só me causa sofrimento. (Sou má)

Para nos curarmos destas programações podemos trocar estas frases pelas seguintes, porém é imprescindível acreditar no que se diz. Conforme repetimos a frase, ela vai sendo assimilada por nossa mente, e fazendo parte de nossa nova crença sobre nós mesmos e sobre o Universo:

– EU SOU LIVRE

– EU AMO E ACEITO A VIDA

– EU TENHO VALOR

– O UNIVERSO CONSPIRA AO MEU FAVOR.

– EU SOU AMADO

– O FUTURO É CHEIO DE ALEGRIAS

– EU SOU MERECEDORA DE TUDO DE BOM

– EU MEREÇO A FELICIDADE COMPLETA

– EU SOU SEGURO E AUTOCONFIANTE

– A ABUNDÂNCIA DO UNIVERSO FLUI PARA MIM

– EU SOU A CRIADORA DA MINHA VIDA

– A VIDA É UMA DÁDIVA DE AMOR, PRAZER E FELICIDADE

– EU QUERO, EU POSSO, EU MEREÇO, EU CONSIGO!!!

BOA SORTE!!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / flairmicro






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