Crianças em tratamento de câncer fazem trote para alunos de Medicina



Quando uma pessoa escolhe a medicina como profissão, está fazendo um grande compromisso não apenas consigo mesma, mas com todos nós, afinal em algum momento da vida precisaremos visitar um médico e devemos acreditar que eles estão devidamente preparados para fazer o que tiver ao seu alcance por nós.

Além do conhecimento sobre o corpo humano e seu funcionamento, também é essencial para um médico aprender o significado de conceitos como gentileza, empatia e respeito por todos os seus pacientes.

Um profissional completo vai além dos conhecimentos da profissão, busca se conectar com os pacientes de uma maneira mais completa, enxergando-o como um ser humano, não apenas um organismo a ser tratado.

É muito importante que os jovens, ao darem início ao curso de medicina, comecem desde cedo a trabalhar essa humanidade dentro de si, e a melhor maneira de fazer isso é através de experiências.

Pensando nisso, a Associação Atlética Acadêmica Gaúchos de Passo Fundo (AAAGPF) em parceria com o Centro Oncológico Infantojuvenil do HSVP de Passo Fundo, tiveram uma ideia muito bacana para os calouros de medicina da Universidade de Passo Fundo. Eles criaram “Trote do Bem”, uma iniciativa que busca despertar o aluno humano dos futuros médicos do país.

O “Trote do Bem”, que está na sua terceira edição, convida os calouros do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo para um ambiente hospitalar. Os calouros do início deste ano foram até o Espaço Lúdico do Centro Oncológico, onde puderam interagir com muitas crianças e jovens em tratamento.

Para criar uma conexão mais forte entre eles, os pacientes rasparam os cabelos dos calouros de medicina, uma tradição bem comum quando se entra na faculdade e uma parte necessária do tratamento de câncer, pela qual todos os jovens ali haviam passado.

Os alunos não foram obrigados a participar da ação, apenas aqueles que se sentiam à vontade compareceram.

Calouros e pacientes interagiram muito bem entre si, e o momento foi de muita risada e descontração.

João, Stéfani e André foram os pacientes escolhidos para rasparem os cabelos. No início ficaram um pouco tímidos, mas logo entraram no clima.



Stéfani, que cortou os cabelos das meninas também separou mechas daquelas que queriam doar um pouco de seu cabelo. Coletou algumas mechas de 15 cm que posteriormente foram encaminhadas para crianças.

Certamente foi um momento muito importante não apenas para as crianças, mas especialmente para os jovens que tiveram uma grande experiência, que poderão levar para sempre consigo e os ajudará a moldar os médicos que desejam ser.

“Esse trote que já uma tradição é muito legal porque todos saem ganhando. É a primeira experiência no ambiente hospitalar, a felicidade por conseguir entrar no curso e, o principal, proporcionar um momento de alegria e descontração para as crianças”, disse Isabelle Ranzolin, coordenadora de eventos da Atlética de Medicina da UPF.

Lindo! Uma iniciativa que, sem dúvida, deve ser replicada por mais instituições de ensino.

O que você achou da ideia? Comente abaixo e compartilhe com seus amigos!


Direitos autorais das imagens utilizadas no texto: Assessoria de Comunicação HSVP / Caroline Silvestro.






Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.