Reflexão

“Crianças não precisam de pais que brinquem o tempo todo, elas precisam de pais que as abracem”

O que valorizamos nem sempre é do que uma criança precisa. A criação envolve muito mais o afeto do que empenhar tempo em algo que nem sequer gostamos de fazer.



A educação infantil é um dos assuntos mais complicados de se discutir, porque cada família é atravessada pela própria cultura e crenças, convivendo com um sistema de valores que nem sempre é igual ao da pessoa ao lado (grande parte das vezes vai ser completamente diferente).

O pediatra espanhol, Dr. Carlos González, responsável por essa importante e potente frase sobre o impacto do abraço, é um profissional que aborda, de maneira leve, questões importantes como alimentação infantil, hábitos de sono e alguns mitos da maternidade. Um de seus maiores ensinamentos é, com a chegada dos filhos, tentar não se cobrar tanto por perfeição, buscando leveza e afeto.

Queremos que nossos filhos se desenvolvam em sua completude, sejam crianças felizes, gentis e honestas. Muitas vezes, acreditando que estamos fazendo o certo, acabamos confiando em receitas prontas das coisas que temos “obrigação de fazer” para que o filho seja isso ou seja aquilo no futuro. Bom, a verdade é que a melhor coisa que você pode dar ao seu filho é acolhimento!


As crianças precisam apenas se sentir seguras e amadas. Não existe problema que não possa ser resolvido com amor. A melhor lição que podemos dar aos nossos filhos é através do próprio comportamento: um abraço vale muito mais do que sucessivos comportamentos obrigatórios. Não importa se você não gosta muito de brincar, esteja perto do seu filho, ensine-o sobre respeitar as vontades do outro. Respeite as vontades dele e peça retribuição pelo ato.

Pode parecer que temos obrigação de estar em constante movimento com nossos filhos, que sempre devemos ter alguma atividade em mente, que não podemos parar. Às vezes, a melhor coisa que você pode oferecer são alguns minutos de completo ócio, aquela companhia boa em que os dois ficam cara a cara, conversando e rindo sobre coisas aleatórias.

Seu filho precisa de conexões reais, de olho no olho, de abraços calorosos, de compreensão, não de um robô que realiza mil atividades sem fim.

Ame seu filho com a pureza que ele ama, sente-se no chão, ouça suas frustrações, leve a sério o que ele diz. Muitas vezes, com a correria da vida atual, esquecemo-nos que as relações sociais se fortalecem nos detalhes, não no excesso de informação.


Algumas atividades você vai gostar de fazer, outras não. Certifique-se de que seu filho está se desenvolvendo bem, que está enfrentando a realidade com felicidade, fora isso, não se cobre demais. Nem sempre vamos conseguir completar aquela rotina “dos sonhos” que montamos, mas não se cobre, o momento atual pede calma.

É importante também tentar não se comparar. Cada família tem uma realidade, e nossas crianças não estão competindo para ver quem cresce mais rápido, quem ama mais forte ou coisa parecida. Queremos que todas sejam felizes igualmente, deixe o período competitivo para o futuro, para as fases da vida em que não terão escolha.

Lembre-se que um abraço, um momento de acolhimento e de conexão profunda valem mais do que mil atividades que você tenha planejado.

Tudo necessita de equilíbrio, não se cobre demais, resolva as coisas com amor e confie que seu filho vai reproduzir os melhores comportamentos!


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