Crianças pedem socorro…

Inúmeras são as formas de demonstrarmos nossa vulnerabilidade.

Tal qual a febre nos sinaliza que há algo de errado no nosso organismo, existem alguns comportamentos comuns em crianças que devem nos servir de alerta para possíveis problemas emocionais.

Crianças não sabem verbalizar as emoções que sentem, principalmente antes dos seis anos de idade.

Elas enxergam o mundo de forma concreta e apesar de sentirem, não são capazes de conceituar e verbalizar de forma clara os seus medos, suas angústias ou suas inseguranças.

É muito importante ressaltar que desde muito cedo uma criança pode sentir-se rejeitada pelo modo como é tratada, um bebê já sente a indiferença, a raiva, a falta de atenção e de afeto. No entanto, ter uma percepção consciente disso a ponto de poder verbalizar o que sente é algo que provavelmente só ocorra aos cinco ou seis anos quando a criança já está intelectualmente e socialmente mais amadurecida.

Os principais sinais que devem ter a atenção dos pais são:

–  Instabilidade emocional (choro fácil, irritação, acessos de raiva sem motivos aparentes);

– Insônia;

– Problemas na alimentação (perda ou aumento brusco de apetite, náuseas ou vômito);

– Febre sem causa física identificável;

– Autoestima baixa, por vezes acompanhada de auto repreensão (sentir-se inadequada, achar que só incomoda, que não é uma pessoa digna de cuidados ou atenção, que é culpada de alguma coisa); perdas no rendimento escolar e dificuldades de socialização, dentre outros sintomas que podem ser específicos de cada caso;

– Isolamento, retraimento e falta de comunicação;

– Prejuízo no relacionamento com outras crianças de sua idade, tanto no ambiente escolar como social;

– Ruptura repentina na evolução e desenvolvimento;

– Mudança de comportamento e rendimento escolar.

É comum encontrarmos crianças com problemas de comportamento que são reflexo dos desajustes conjugais ou emocionais de seus pais.

Um ou mais destes itens pode sinalizar sofrimento emocional e todos devem ser levados em consideração como alerta para a busca de ajuda profissional.

É extremamente importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos seus filhos, muitas vezes o problema pode ser resolvido com um pouco mais de atenção. Saiba escutar o que o filho tem a dizer, preste mais atenção nas suas atitudes, no comportamento do dia-a-dia. Se houver alguma situação que não saiba como lidar, vale buscar a ajuda de um profissional.

Cabe ressaltar que muitos problemas apresentados sofrem influência paterna ou materna. Agressividade pode indicar pais permissivos ou abusadores e ansiedade tem a ver com pais autoritários ou também ansiosos. É comum encontrarmos crianças com problemas de comportamento que são reflexo dos desajustes conjugais ou emocionais de seus pais, uma vez que elas estão sensíveis ao ambiente que as cerca.



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