Comportamento

Crianças que apanham podem ter problemas mentais e se tornar mais agressivas, apontam estudos

Uma revisão de estudos mostrou que as palmadas são mais prejudiciais para as crianças do que podemos imaginar. Entenda!



Todos nós provavelmente já apanhamos de nossos pais em algum momento ou já batemos em nossos filhos em situações específicas, quando sentimos que essa era a única maneira de fazer com que nos ouvissem e obedecessem.

As palmadas estão presentes em culturas de diversos lugares do mundo, e são frequentemente usadas pelos pais para tentar corrigir os comportamentos dos filhos desde muito cedo, e muitos acreditam que elas realmente funcionam.

Não faltam adultos para dizer que as palmadas que levaram quando crianças os ajudaram a ser quem são hoje e pais para afirmar a vital importância desses atos na hora de moldar o caráter dos filhos.


No entanto, essa não é uma opinião compartilhada por todos.

Segundo uma revisão de estudos realizada por Elizabeth T. Gershoff, do Departamento de Desenvolvimento Humano e Ciências da Família da Universidade do Texas, em Austin, as consequências podem ser muito piores do que os pais podem imaginar.

Segundo as informações descobertas por Elizabeth após analisar em diversas pesquisas científicas, as palmadas não ajudam a resolver os problemas de agressividade e desobediência dos filhos, pelo contrário, apenas os tornam ainda mais presentes.

Além disso, as surras foram associadas a resultados não intencionais e indesejáveis, como aumentos nos problemas de saúde mental na infância e na idade adulta, comportamento delinquente na infância e comportamento criminoso na idade adulta, e relações pais-filhos negativas e abusivas.


Isso mostra, segundo a revisão, que as surras possuem efeitos colaterais, e que sua diminuição pode ajudar a preservar a saúde física e emocional das crianças em curto e longo prazos.

Uma das principais razões para a ineficácia das palmadas, como cita o estudo, é que elas não aderem às condições que os behavioristas dizem que devem existir para que a punição seja eficaz, ou seja, que seja imediata, consistente e aplicada após cada instância do comportamento direcionado.

Segundo o estudo, a socialização bem-sucedida requer que as crianças internalizem as razões para se comportar de maneiras apropriadas e aceitáveis. Nesse sentido, a surra por si só não ensina, pois não mostra às crianças por que seu comportamento estava errado ou o que elas deveriam fazer em seu lugar, somente lhes ensina que devem se comportar apenas quando existe a ameaça de punição física.

Outra razão citada pelo estudo é porque envolve violência, causando dor física, medo, raiva, tristeza e confusão nas crianças, por serem agredidas por alguém que amam e respeitam, e de quem dependem. Também alerta que crianças que são espancadas têm maior probabilidade de atribuir intenções hostis a outros.


A revisão ainda fala sobre a questão moral, ressaltando que a sociedade não considera bater uma forma eficaz ou aceitável para os adultos resolverem suas diferenças, e que esse padrão não deveria ser aceito, quando se trata de crianças.

Qual sua opinião sobre o assunto? Concorda ou discorda?

Comente abaixo e compartilhe o texto em suas redes sociais!

 


Direitos autorais da imagem de capa: Depositphotos.

Pesquisadores desenvolvem lasers ultraprecisos, que removem câncer sem danificar células saudáveis

Artigo Anterior

“Deus proverá”: filha escreve carta emocionante para pai sem dinheiro para presenteá-la em seu aniversário

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.