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Crônicas da recalibração – (parte 1)

Yoga lotus

Começou assim sem mais nem menos, esse zuummm no ouvido de vez em quando, zuummm passando pela cabeça em estéreo de um lado para o outro e a cena congela por um longo tempo que foi na verdade um ou dois segundos no agora, comecei a receber também intuições claríssimas sobre pessoas, situações, família, lugares, meu emprego…quem sou eu?. Quem tá falando aí?



Alô?

Mexia minha mão na frente do meu rosto na rua, para ” voltar” e via uns 10 dedos em duas velocidades…Socorro!
Colocaram algo na meu chá de camomila!


Ok, não foi nada além da camomila.

Gente…não sabia que camomila dava barato?

Isso tudo às vezes acompanhado pela sensação de tontura, às vezes de enjoo, de estar em uma montanha russa e voltar, muito desconforto,
Será gravidez?  Aí lembro que já faz tanto tempo que nem sei, ok, só se for do Espírito Santo.


Uma sensação de já ter visto este momento, de já conhecer pessoas que na verdade nunca vi antes, mais nada assim bonitinho como em um Deja Vu. Estranho, meio,com fotografia do Tim Burton.

Bagunça emocional, vontade nenhuma de ir ao shopping ( imagina? Eu não querer ver a líquida na Zara?)

Meio sem paciência com gente que só reclama, uma necessidade enorme de escutar o silêncio, se alimentar dele, ser o silêncio.
Virando monja…OMM!


Comecei a ficar irritada com o hábito de alguns de escutarem música, ver televisão e falar ao telefone ao mesmo tempo – comigo se diga.
Eu queria tanto que tudo mudasse esperei tanto por esse momento paradinha na beira do barranco, que nem sei quando foi que me joguei.

Almejamos tanto chegar em um ponto de transformação onde tudo realmente muda, aonde o paradigma cai e outro nasce que quando realmente acontece nos deixa sem chão, pois não acontece de repente e com hora marcada, vai se infiltrando como água por uma fenda e de repente…transborda.

Comecei a comer coisas diferentes, voltei a comer coisas que gostava na infância – tomar a venenosa coca-cola depois de eons sem por ” isso” na boca, por exemplo.


Voltei a comer alguns doces de banca. Me entrego, julguem me criaturas desapiedadas.

Sentir gratidão de chorar por muitos momentos no dia e vontade de gritar no trânsito. Com essa criatura que fez auto- escola por telefone e não aprendeu a dar uma seta para a direita.

Sensação de não se reconhecer mais no espelho, de não reconhecer lugares que passamos todos os dias, ter um brancos de repente de dar susto, ir ao médico achando que é Alzheimer, deixar de se importar demais com a própria imagem…..

Cuidar-se sim, mas favorecer conforto e não padrões externos de moda e não se importar nem um pouquinho com a opinião dos outros.


Achar que está depressiva e bipolar, que é Tpm, mas não é.
Sentir mil coisas lindas e mil coisas horrorosas ao mesmo tempo…
Sentir umas dores esquisitas pelo corpo em dia de ironia mental para consigo.
Sua feia!

Aíiiii.
Dor nas costas.

No meio de tudo isso conseguir trazer seu melhor à tona, e reconhecer das atividades diárias o que dá para largar o que merece atenção.
Vontade de ir prá casa, mas não sei aonde é casa, mas não é aqui e ao mesmo tempo por agora sim é aqui nossa casa.


Se descobrir de repente verdadeiramente como partícula viva da Fonte, ver 11:11,12:12, 13:13, 14:04 o tempo todo, reconhecer o amor e o senso de humor do universo, pensar em algo e em milissegundo sentir acontecendo, ter resposta para sua pergunta, em um livro que você abre, na música que toca no rádio, naquele texto no Facebook que aparece no seu feed de notícias, Começar a receber blocos de informação que não emanam da mente, achar que está louca, achar ótimo estar louca, entendendo tudo e nada. Rindo e chorando ao mesmo tempo, a miscelânea ambulante.

Se sentir de novo parte do todo e daqui a pouco parte de nada, não ver mais sentido algum em discussões políticas, falar mal da vida alheia, sentir inveja, intriga, guerra, violência verbal e corporal, discussões constantes com familiares pelas mesmas coisas…não investir mais tempo nisso, não se sentir atraído mais por esse padrão.

Começar a sentir sede de um nível de troca mais profundo mas nem sempre só papo cabeça, conspiração e Ufo – querer vivenciar leveza, alegria, prosperidade, Paz e luz. Em tudo. E sacar a grande sacada de todas que se chama simplicidade, assim de simples, sacando, saca?

Valorizar – se mais, e entender que o lance do amor- próprio é sério e é a relação mais prioritária da lista da recalibração,


Ter zilhões de flashbacks de outras dimensões tão reais e palpáveis como esta, não poder contar para ninguém que o Georg Lucas estava coberto de razão no Star Wars sob ameaça de hospício, achar muito lógica na verdade da partícula, lógica essa de agora que teria ajudado muito nas aulas de física da escola técnica,

Saber de verdade sentida e experenciada que nada aqui é ” real” tipo sólido, ainda que se chutar a pedra dói.

Sim.
Louca de pedra.
Respirar… E seguir adiante descabelada e feliz.
Conhece isso?

EU SOU
Noeli Naima

Não contamine o seu futuro com os erros do seu passado…

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Se não está mais em sintonia e deixou de rimar, vai! lá na frente algo lhe espera…

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