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A culpa não é de ninguém. Apenas dos seus próprios pensamentos…

Aprendi a deixar de culpar os outros pela maneira como me sinto, porque sei que isso é apenas minha responsabilidade.



Houve vários dias depois do trabalho em que cheguei mal disposta e saí ainda pior. Desabafei com o meu namorado sobre as razões desse mau humor, sendo a maior parte delas por causa do que alguém fez, disse ou pareceu insinuar. Ou seja, segundo a minha perspectiva, tudo era culpa dos outros.

Por convivermos tanto tempo com pessoas num mesmo ambiente durante um período alargado de tempo – seja no trabalho, na escola ou em casa – já não temos hipótese senão mostrar a nossa verdadeira face em determinadas ocasiões. Como quando as coisas correm mal: já não temos paciência nem necessidade de esconder, de falsificar, de mascarar a nossa verdadeira reação. E às vezes pode ficar feio.

Essas pessoas são os nossos mais valiosos professores. Não só porque são diferentes de nós, como também por fazerem o mesmo que nós fazemos e terem o mesmo objetivo, porém executado de maneira diferente.


De qualquer das formas, a maneira como a relação se desenrola é sempre um espelho da relação que temos conosco mesmos.

Os imprevistos e os problemas são verdadeiros testes à nossa resiliência. E ao contrário do que fomos ensinados, superar dificuldades não tem nada a ver com forçar um sorriso e ignorar a situação – tem tudo a ver com assimilá-la, aceitá-la e permanecer em paz.

Porque nunca é culpa de ninguém, por mais que pareça que seja.

As coisas ficam mais caóticas para haver um reequilíbrio e para haver sempre algo novo e que nos desafie. A maneira como cada um reage tem a ver com os pensamentos que costuma treinar e como vai a sua relação consigo mesmo. De nada adianta condenarmos alguém por se sentir mal.


No meu trabalho, quando as coisas ficam caóticas parece que há sempre pessoas a culpar pela equipe não conseguir lidar com a situação. Mas no fim tudo fica bem, e damo-nos conta que a única coisa que tornava o momento caótico era a maneira como nos sentíamos.

A minha gerente até usa a expressão “lodo psicológico” para se referir ao estado em que estamos quando achamos que tudo vai correr mal – e corre sempre. Ou seja, ela também sabe que tudo vem de dentro. Todas as situações têm uma origem emocional.

O ambiente de trabalho é um excelente “campo de treino” para fazermos a correlação entre o que estamos a sentir e o que acontece.

Aprendi a deixar de culpar os outros pela maneira como me sinto, porque sei que isso é apenas minha responsabilidade. Ser consciente desta premissa deu-me uma paz mental constante. Sei sempre que tudo vai correr bem eventualmente, e que todas as situações de conflito são temporárias.


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