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A culpa te perseguirá, caso faça algo de errado

A culpa te perseguirá

Algumas pessoas aprendem com experiências alheias. Outras, com erros próprios. Só desejo que você não precise passar pelo vale da culpa para não querer mais provocar isso a si mesmo(a).



Não vou entrar no quesito “tudo que plantamos, colhemos”. Muito menos em “consequências dos seus atos”.  Tampouco venho julgá-lo. Apenas, quero primeiro que pense no que está para fazer de errado. Já alerto: não precisa se confessar a mim. Só gostaria que lesse até o fim, antes de fazer isso de errado.

Você sabe que é errado. Mas aí permite que a sua mente crie desculpas. Afinal, sendo errado, você precisa justificar o erro para que a culpa fique mais leve. Na hora ela pode até ficar. Mas depois, vai ser pesado.

Se pensa em desviar verba da sua empresa, a desculpa pode ser: “meu salário é baixo demais para tudo que faço”. Se pensa em trair seu marido (sua esposa) a desculpa pode ser “ele(a) não me olha mais”. Se pensa em enganar uma amiga para conseguir algo, a desculpa pode ser: “ela nem merece isso”.


Nossa mente é mestra em conseguir desculpas. Mas não há nada que apague a sua atitude de fazer algo errado. Quando nos permitimos entrar na ilusão de que o erro é acerto, as chances de irmos até o fim são enormes.

A colheita por isso virá, as consequências também. Por isso nem falarei sobre elas. Quero convidá-lo a pensar no erro, na consumação dele e no que hoje você não consegue imaginar que virá: a culpa.

Talvez você esteja com tudo preparado para errar. E as desculpas o façam pensar que nem é assim tão errado. Afinal, arranjar uma justificativa, “faz a situação parecer menos errada”.

Pode parecer no começo, pois você quer errar e precisa se agarrar a cada desculpa. Mas isso vai gerar um peso sobre você. A situação que faz você tomar essa atitude vai voltar ao “normal”. Você vai se arrepender por ter ido por aquele caminho. Algo que vai persegui-lo, por mais que você se arrependa.


A culpa. Ela é cruel! Faz ninhos em sua cabeça.

Aponta o dedo para você mentalmente, a todo instante. E “de repente” a quantidade de trabalho que você fazia, o marido (esposa) que nem o (a) olhava mais, a amiga (o amigo) que não merecia, tudo isso vira nada. E você percebe onde se enfiou.

Você se arrepende, pede perdão a Deus. Mas nada disso vai fazer você se perdoar.

A culpa vai transformá-lo em seu maior inimigo. Ter mais grana no salário desviada da empresa, era uma boa, não é mesmo? Ter um amante era coisa de “gente esperta, que não aceita qualquer coisa”, enganar o (a) amigo (a) era atitude de “quem fazia justiça”.


Se posso hoje lhe dizer algo sobre esse erro é: deixe essa vontade de ir pelo caminho errado, numa gaveta. Espere passar essas situações que o(a) fizeram arquitetar tudo isso. E o melhor de tudo: não faça.

Mesmo colhendo o que plantou, mesmo arcando com as consequências, pedindo perdão a Deus e se arrependendo; a culpa não desaparece. E fará você até pensar em se acusar, mas isso será ainda mais penoso.

E ainda que as pessoas a quem você fez mal o perdoem, a culpa não vai embora.

As coisas ficarão conturbadas, darão a impressão de nunca serem resolvidas. Vão se resolver, pois sendo para continuar como estão ou mudando, a turbulência vai passar.


E a culpa seguirá aí, fazendo ninhos na sua mente, maltratando você. Avalie se toda a adrenalina e desculpas valem esse sentimento. Claro que só errando feio para sentir isso. E errando uma vez, você nunca mais vai querer experimentar isso.

Algumas pessoas aprendem com experiências alheias. Outras, com erros próprios.

Só desejo que você não precise passar pelo vale da culpa para não querer mais provocar isso a si mesmo(a).



Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: skvalval / 123RF Imagens

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