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Culto aos extremos…

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Hoje é dia de post polêmico.



Eu tenho sido muito adepta a resolver as coisas no amor, de preferir ser feliz do que ter razão, mas não adianta. Para alguns assuntos eu tenho uma ideia formada e as vezes custa pra ela sair da minha cabeça. E essa é uma delas.

Muita gente pode achar estranho essa discussão que eu vou levantar aqui, ainda mais por causa do primeiro post que eu fiz. Mas se você entender mesmo o que eu quero dizer, vai ver que, na verdade, as duas coisas tem uma ligação muito forte uma com a outra. Se você se sentir ofendido com alguma coisa, me desculpa. Mas se isso mexer com você de alguma maneira (positiva ou negativamente) talvez seja importante dar atenção pra isso.

Eu acredito que estamos vivendo uma fase de extremos. Extremos de crenças e valores que se manifestam das formas mais brutas e rudes. Isso se aplica a posição política, religião, saúde, racismo, igualdade de gênero, homofobia e tantas outras coisas que tem despertado o interesse das pessoas. Eu sempre achei todas essas discussões válidas e acredito que todas elas podem sim melhorar o mundo que a gente vive. Mas tem muita gente fazendo isso errado – no meu ponto de vista.


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Há muito tempo atrás começou um culto pelo corpo perfeito. O que a gente mais via em bancas de revistas eram capas com mulheres lindíssimas, cabelos esvoaçantes, biquinis maravilhosos, corpos bronzeados, lindos, magros e definidos. E lá fomos nós, mulheres, atrás desse objetivo. Os meninos não ficam de fora dessa. A fila de homens nos aparelhos de musculação pra ficar marombados, a quantidade de suplementos que passou a ser consumida e a necessidade de olhar no espelho e ver quanto o bíceps tinha crescido também passou a fazer parte da rotina deles. Ninguém saiu ileso. Começava ai a geração Pugliese (foi mal Pugli, mas seu nome já virou sinônimo disso tudo – eu não tenho nada contra você, mesmo!).

Nos últimos anos parece que o jogo virou. As propagandas de produtos femininos (tipo Dove) começaram a ir atrás de “mulheres reais”. Começamos a ver curvas diferentes na televisão, muitos homens “saíram do armário” e revelaram que gostam mesmo é de uma gordelícia, e eu descobri que são poucos que gostam da menina magrela ou da definida. Eles também querem ver mulheres de verdade.

MAS, como estamos vivendo numa fase de extremos, começou uma aceitação por aquilo que não estava bom. Pessoas extremamente acima do peso, de uma forma que afeta a sua saúde – física e mental, começaram a se apoiar nessa ideia e aceitar a realidade delas como definitiva e não fazer absolutamente nada pra mudar isso. PERA GENTE! Não é assim também.


Pra começar, quando a gente se ama a gente quer estar feliz consigo mesmo. E isso não significa estar em forma. Significa estar saudável! E todo mundo já tá cansado de saber que os gominhos da sua barriga não determinam sua saúde. Muitas pessoas começaram a jogar pro alto a ideia de que era preciso se reeducar com relação a alimentação, fazer atividades físicas e cuidar do seu corpo.

E outra coisa. Estar magro não é sinônimo de saúde, viu? Há 6 anos atrás, quando eu trabalhava na Unilever eu tinha a rotina mais retardada que eu já tive na vida. Dormia de 3 a 4 horas por dia e minha alimentação era bizarra. Eu almoçava às 13h e só ia comer de novo às 22h. Eu passava 9, 10 horas sem comer nada. Precisa ser gênio pra saber que isso tá errado? Nenhum pouco, né? Eu tava lá, toda linda e magra, e com mais de 30% de gordura no meu corpo. Eu tinha jogado pro alto a ideia de me cuidar. Desde quando é um sacrifício levar uma fruta pra comer no trabalho?

Quando eu fui pra Disney, há um ano atrás, eu me deparei com a maior quantidade de pessoas acima do peso por metro quadrado. E confesso que eu fiquei com muita raiva. E uma pergunta que não saia da minha cabeça: “como vocês tem coragem de fazer isso com vocês mesmos?”. E o mais assustador, ver os filhos ficando exatamente do mesmo tamanho dos pais. Porque é obvio, você passa pro seu filho o que você faz e o que você é. As crianças viram um espelho do que os pais são. Eram crianças enormes. A Larissa gordinha de 12 anos passava completamente despercebida.

E o que eu quero dizer com tudo isso? Se ame. Se ame de verdade pra chegar num ponto de você se cuidar. E se você acha que você está acima do peso, ou com sua porcentagem de gordura nas estrelas como a minha estava, porque você tem alguma disfunção hormonal, ou algum problema de saúde, não se apoie nisso. Vai atrás! Cuide da sua saúde. Qual foi a última vez que você foi no seu médico e fez um check-up pra saber como tá sua saúde? Eu vou todo ano! E isso não significa que eu sou a mais saudável de todas. Minhas taxas de Vitamina D estão sempre lá embaixo (imagina agora morando em Londres o que vai acontecer!). Minhas cápsulas de Vitamina D me acompanham desde sempre.


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É impossível a gente ter uma vida feliz e plena se a gente não consegue ter um corpo apto a fazer tudo que a gente quer. Seu corpo é seu templo (quantas vezes você já ouvir isso?)! E você merece esse cuidado! Você merece acordar e ter disposição pra encarar seu dia. Você merece se olhar no espelho e ter orgulho do que vê, mesmo que tenha aquelas gordurinhas dando um pulinho da calça. Se seu corpo estiver funcionando de uma forma saudável, ele vai ser bonito do jeito que ele é: magro ou fofinho!

Seja responsável com o que você coloca pra dentro do seu corpo!
E pode ter certeza que ele vai te agradecer por isso!


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