Comportamento

Curta-metragem de 6 minutos prova que anjos existem

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A produção é breve, mas relata de forma impactante questões de espiritualidade.

Um curta-metragem estrangeiro aborda questões de espiritualidade e garante que consegue “provar” à audiência que anjos da guarda existem!

O pequeno filme – com duração de 6,48 minutos – é assinado por Nicholas Clifford e distribuído pela Truce Films, uma premiada produtora de filmes australiana. O próprio curta em questão, intitulado na tradução como “Todos já passamos por isso”, foi aclamado na premiação de cinema Tropfest — maior festival de exibição e premiação de curta-metragens do mundo — de 2013, levando para casa os prêmios nas categorias Melhor Filme e Melhor Atriz.

Além da espiritualidade, um dos temas centrais do filme é a empatia, uma sensação humana tão necessária e que deve ser mais cultivada. Uma das definições de empatia — embora não seja uma tarefa fácil — é a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro, tentar entender sua dor, apesar de não sentir nada parecido no momento.

A empatia é o ato de respeitar o processo emocional do outro sem tentar apressá-lo a sentir algo ou obrigá-lo a seguir o que é esperado socialmente em algum momento. É sobre não desvalidar o sentimento do outro, afinal, quem somos nós para dizer que o que ele ou ela passa não é uma sensação digna?

O filme, que está disponível para assistir de graça tanto no YouTube quanto no Vimeo, começa com uma situação conhecida de muitos de nós: um pneu furado no meio do caminho e ninguém por perto para nos socorrer. Um carro encosta próximo da pessoa que precisava de ajuda com o pneu e rapidamente a cena muda. Agora somos apresentados a outra personagem, uma garçonete grávida, que está tentando conversar com sua superior sobre pegar horas extras ou um adiantamento, pois será despejada se não pagar o aluguel. A chefe, embora também uma mulher trabalhadora, não demonstra empatia pela colega, dizendo que se ela não consegue prover para si e o bebê, isso não é problema de mais ninguém.

Voltamos então a acompanhar a senhora que teve o pneu furado, ela agora entra no restaurante em que a jovem grávida trabalha. Elas conversam sobre o temporal que atinge a cidade. A senhora comenta de forma gentil sobre a gravidez da moça, que trata a cliente com toda a gentileza do mundo.

Após a conversa, a cena corta e vemos um flashback de como a senhora conseguiu sair do meio da estrada e chegar ao restaurante. Um homem saiu do carro que encostou no dela e fez comentários sobre como o carro dela era caro, o que faz a senhora se sentir desconfiada e desconfortável. O homem parece oferecer ajuda, mas seu tom é suspeito, insistindo que a senhora o deixe trocar o pneu. Por fim, ela cede e ele a ajuda.

Enquanto faz o serviço, o homem e a senhora conversam, e ele revela estar passando por um momento difícil, sem emprego. Quando o pneu está trocado, a senhora lhe oferece dinheiro pelo favor, e embora o homem pareça inclinado a aceitar, ele por fim recusa, dizendo que não era necessário, pois todos já haviam passado por um momento de dificuldade. A frase fica ambígua na cena, pois pode ser aplicada tanto ao problema com o pneu quantas às suas questões financeiras, quanto a problemas interiores, em que precisamos apenas de alguém que nos escute.

A atitude honesta do homem motiva a idosa a ajudar a garçonete grávida, deixando para ela dinheiro suficiente para pagar a multa do aluguel. O toque de seu “anjo da guarda” trocador de pneus a inspirou a ser alguém melhor, pois ele lhe mostrou que existem ainda pessoas boas no mundo.

E o final surpreendente une todas as histórias vistas até aqui! Eufórica por não estar mais passando necessidades, a garçonete vai para casa contar as novidades para o seu marido, que é ninguém menos que o homem que recusou o dinheiro da senhora pela troca do pneu.
“Todos já passamos por isso” conta uma história sobre o impacto da bondade e prova que, às vezes, nossos anjos protetores se disfarçam de humanos para nos ajudar!

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“Redes sociais não são laços sociais: rede é desconectável, mas os laços são eternos” — Zygmunt Bauman

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