Dá para saber muito de uma pessoa apenas observando do que ela ri

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Reflita sobre tudo o que ouve e de quem ouve mas, antes disso, olhe para si mesmo: o que você fala por aí? Ou de quem? Como? E por quê?



“Quando Pedro me fala de João, sei mais de Pedro do que de João.”

“A beleza está nos olhos de quem vê.”

“Dá para saber muito de uma pessoa apenas observando do que ela ri.”


Temos uma tendência natural de perceber e julgar as pessoas de acordo com o que somos. Se alguém diz: “Tenho dificuldade de confiar nas pessoas”, certamente ela não é uma pessoa muito confiável. Alguém que ri abertamente ao ouvir um deboche sobre um terceiro ou uma piada de mau gosto está demonstrando claramente estar de acordo com aquilo.

O que falamos e do que rimos nos expõem aos olhos de quem sabe ler o ser humano na sua forma mais sutil e verdadeira. É natural que pessoas com baixo nível de consciência falem demais. Isso também tem a ver com o nível de maturidade de cada um, com o quanto já se viveu e se aprendeu. Ninguém nasce evoluído, mas se torna. E todos estamos neste caminho e um dia, cedo ou tarde, compreenderemos este texto em sua totalidade, ou não. E com o tempo, ele passa até mesmo a ser desimportante.

Quer saber o nível de consciência de alguém? Observe o quanto ele fala! Do que ele fala! E o quanto fala de outros. O contrário também é verdadeiro. Quem fala menos e nem menciona terceiros está num nível muito mais maduro e evoluído.

Quando você receber uma crítica, reflita sobre o quanto desta crítica está destinado a você ou se refere ao próprio autor da crítica. Por exemplo: uma pessoa que é extremamente ligada a valores, como consumismo e aparência, pode se incomodar demais com esses valores e extrapolar no nível de exigência em relação aos demais. Então, essa pessoa, sendo bonita ou não, possuindo bens de consumo caros ou não, passa a criticar todos que considera de baixo nível de beleza ou de riqueza material. Essa falta de valores, em primeiro lugar, e a possível falta que lhe faz a boa aparência e coisas materiais faz com que ela fale mal de quem não as tem. É uma confissão de sua falta de valores, uma exposição do seu vazio e falta de consciência. Alguém que é malicioso demais vê malícia em tudo.


Quem afirma que o outro está com inveja é porque está habituado a esse sentimento. Quem muito ciúme tem é porque apronta. Quem já não ouviu algo assim? É por aí! E sucessivamente!

Se você acredita que ninguém presta, é porque antes de tudo tem a consciência de que você não presta, de alguma forma. Se você tende a acreditar que todas as pessoas são bonitas, é porque vê beleza também em si mesmo.

Se você tem facilidade para elogiar, tanto melhor. Você está tão bem por dentro, que tem o desejo de compartilhar esse tipo de satisfação e bem-estar ao seu redor.

Quem vive criticando e reclamando está nada mais do que exteriorizando sua insatisfação interna. E quem recebe e aceita a crítica ou a reclamação é porque está no mesmo nível.

Veja bem: imagine que você tem cabelo liso e alguém tenta lhe dizer que seu cabelo é “pixaim” (não desmerecendo a beleza do cabelo negro, o qual me agrada muito), mas perceba que a crítica nada tem a ver com o receptor, que tem cabelo liso, mas com o emissor da crítica. O receptor só pode se sentir atingido quando a crítica lhe toca com verdade. Por isso a necessidade de reflexão das críticas que recebemos no dia a dia.

Infelizmente, passamos a vida ouvindo críticas de muitos lados e temos que aprender com elas, de diferentes maneiras. Com as críticas construtivas, ouvimos e agimos sobre elas. As desconstrutivas nos servem apenas para refletir sobre o emissor, pois trata-se da pessoa e do seu desejo de diminuir os demais.

Se alguém me diz: “Você está gorda”, e eu não estou, uso a informação para refletir sobre o porquê daquela pessoa tentar me forçar uma falsa informação. Isto importa principalmente para o meio profissional, onde muitos não estão satisfeitos ou não fazem o trabalho de forma competente, e tentam transferir a sua confusão para os colegas. Num meio onde infelizmente muitos sofrem, as reações costumam ser negativas e geram ações igualmente ruins, criando um círculo tóxico e vicioso.

Reflita sobre tudo o que ouve e de quem ouve mas, antes disso, olhe para si mesmo: o que você fala por aí? Ou de quem? Como? E por quê?

“A boca fala do que está cheio o coração!” Julgamento é confissão! Se você costuma ver qualidades no outro, porque prefere enaltecer o que é bom e não focar no que é ruim, então fique em paz, esse é o caminho certo!

Já o contrário: se olha para os demais sempre com olhar crítico, repense porque, no fundo, o que você precisa, em primeiro lugar, é dar uma arrumadinha em si mesmo! O que falamos e pensamos sobre tudo e todos é, antes de tudo, o que pensamos e como nos sentimos em relação a nós mesmos!

Fique atento para não fazer uma confissão negativa sobre você mesmo a torto e a direito!

“O homem é escravo do que fala, mas dono do que cala!”

De preferência, silencie!

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