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Dá um tempinho aí, senhor tempo!

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Há um cálculo que não adianta, não vamos saber resolver: o tempo que as coisas vão durar.



O papo não se estendeu pelo tempo que se desejava, ou o que era apenas pra ser um papo não passou de poucas palavras; E tudo parou no tempo.

Aquele sonho já era para estar sendo vivido, mas somou-se mais tempo à realização. E a espera se arrasta…

A bula dizia 30 minutos, mas a dor persistiu por mais longos 30 e outros 30.


Era para ser só um cochilo e foi um sono profundo com sonhos difusos; e ao acordar perdeu-se a hora.

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As fórmulas parecem tão precisas. Ah se eu pudesse precisar o tempo que não quero esperar para um problema chegar ao fim. Uma fórmula que ensinasse a não adiar o que eu queria viver agora. Uma vida atemporal.

Bom seria se não fosse tão relativa esta questão da espera. Que fosse certo e alcançável aqueles desejos inconfessáveis.


E que eles acontecessem logo que o relógio desse a última badalada da noite.

Pouco compreendo da relação espaço, tempo, matéria e energia, mas as relações interessantes não deveriam perder tempo e se desgastarem.

Quem sabe a distância percorrida pelo pensamento?

Elas poderiam ser controladas quando as memórias mais remotas surgissem. Corro lá, pego uma lembrança boa e está tudo bem.


É complicado querer calcular se o outro volta, se o choro cura, se a felicidade vai durar.

A gente vive calculando o tempo que falta e as horas que sobram quando precisa esperar.

O tempo aliado à gravidade é cruel.

É bom quando ele se demora enquanto nos arrumamos e generoso quando nos concede um segundo tempo.


 O tempo virou moda, roteiro de filme, artigo de luxo. Ele abstrai, passa, marca. E como marca.

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O tempo às vezes é um amor sem medida, com intervalos necessários, períodos intensos, difícil prevê-lo.

O amor é uma questão de tempo.


Eu tenho o meu tempo. Você o seu. Eu quero sentir cada milésimo e você só quer que ele voe. E assim vida vai provando a cada dia que fazer as pazes com o tempo é o melhor a fazer.

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