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Da vírgula ao ponto final.

DA VÍRGULA AO PONTO FINAL capa e dentro

Certa vez ouvi deu um amigo: há um mistério que liga as pessoas, para que se apaixonem, se enamorem e queiram se relacionar! Qual o derradeiro olhar que causou a fagulha que incendiou, qual foi o toque certeiro que fez o corpo se arrepiar por inteiro? A resposta é simples: o mistério!



Da mesma forma, acontece na hora da separação. Qual a ausência mais sentida, desconectou o elo do coração, qual a palavra não dita que poderia ter salvado tudo, qual foi o abraço apertado evitado, que mudaria o afastamento em acolhimento? A resposta é a mesma: o mistério!

Mas o nome desse mistério pode ter vários sinônimos: nesga, detalhe, sopro ou vírgula! Qual a vírgula não dita que pôs tudo a perder? Será que aquela palavra, aquela vírgula, se tivesse sido dita na hora certa, teria mesmo mudado o rumo da história?

Não dá pra rebobinar a vida e ter uma nova chance de fazer diferente! O que foi perdido, está perdido! Não falo da perda de uma pessoa, falo da perda de vivencias, de sentimentos que deixamos de expressar, de declarações de amor que não damos porque o outro já pode estar seguro demais, do pedido de desculpas que não fazemos por puro orgulho, ou o descuido de não pensar em seduzir nosso amor, que pra nós já está garantido.


É nessa hora, que aparecem as vírgulas, mínimas diante de tanta coisa grandiosa que se vive, mas é ali, naquele pequeno pedaço que nasce o afastamento, a carência, a insegurança a sensação que o outro nos olha como um móvel da casa, que nos beija ao chegar em casa, como quem faz o sinal da cruz quando passa na porta da igreja: por puro condicionamento e obrigação!

E, sem saber direito onde aquele mistério da vírgula se instalou, do nada, aparece naquela história, que era de amor, uma pontuação surreal. Alguém cansa das vírgulas e escreve o ponto final!

Cerimônia de divórcio – “cuide bem do seu amor, mesmo se ele não mais o for.”

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