Comportamento

Dar um celular para uma criança menor de 10 anos é um ato de irresponsabilidade familiar, diz especialista

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Quantas vezes você não se perguntou se o excesso de telas faz mal ou não para as crianças? Os especialistas afirmam que é um ato negligente deixar que tenham acesso a celulares.

Os smartphones trouxeram a possibilidade de ter em um só aparelho tudo aquilo de que se precisa, como aplicativos de mensagens gratuitos, câmeras fotográficas, redes sociais e até o próprio telefone. Atualmente, se você quiser fazer transações bancárias, basta ligar seu aparelho, que muitas vezes nem sequer pede a senha, pois é desbloqueado por impressão digital.

Mesmo sendo uma incrível revolução na forma de administrar atividades cotidianas, não deixa de ser algo extremamente novo, e poucos estudos existem sobre os impactos das telas na vida humana. Será que aumenta os problemas de visão? Causa ansiedade, estresse? Questões pertinentes que envolvem não apenas o imaginário popular, mas também fatores de saúde.

Dessa forma, se os próprios adultos se perguntam quais as extensões dos smartphones na vida urbana, quando falamos das crianças, as coisas ficam ainda mais sérias. Oferecer essas telas para os pequenos pode influenciar na forma como se desenvolvem emocional e fisicamente? Alguns especialistas afirmam que sim. Os celulares, tablets e até televisão em excesso pode impactar negativamente na vida das crianças.

Sabemos que, atualmente, muitas vezes, precisamos que as crianças passem tempo ancoradas nas telas, o que facilita nossa rotina, assim podemos desempenhar algumas atividades mais rapidamente. Depois, com o passar dos anos, muitos pais relatam que os adolescentes não desenvolveram o hábito da leitura, fazem poucas atividades ao ar livre e passam a maior parte do tempo diante do computador ou do celular.

De acordo com o psicólogo infantil especialista em famílias, David de Cubas, oferecer aparelhos eletrônicos para crianças menores de 10 anos deve ser encarado como “um ato de irresponsabilidade familiar”, já que a maioria dos pais não sabem como administrar a exposição dos filhos aos aparelhos e o conteúdo aos quais podem ter acesso.

O psicólogo explica que a forma como os pais conduzem a relação dos filhos com os celulares é errônea, principalmente porque posteriormente, a qualquer sinal de “mau comportamento”, retiram deles os aparelhos “como punição ou castigo”. De acordo com De Cubas, mesmo que ainda seja cedo para saber quais as consequências dessa nova forma de vivência nos neurônios em longo prazo, é preciso reconhecer que seu uso auxilia na produção de dopamina, um neurotransmissor que produz prazer de forma instantânea, e retirar esses equipamentos de maneira abrupta pode causar desconforto e despertar comportamento agressivo em crianças e adolescentes.

Fingir que os aparelhos móveis não existem também não deve ser a saída, o psicólogo indica que os pais passem a oferecer os dispositivos de maneira regular apenas quando as crianças tiverem amadurecido certas regiões do cérebro, o que pode evitar comportamentos agressivos no futuro. Outra coisa à qual os pais devem ficar atentos é em relação ao desempenho escolar e à rotina de sono desses indivíduos para saber se as telas os estão ou não prejudicando.

Para De Cubas, a resposta de todas as perguntas está justamente nas mãos das famílias, e que cada uma deve agir da maneira que cabe na própria dinâmica de existência. Estabelecer regras e normas nem sempre é a melhor saída, principalmente em uma realidade em que é praticamente impossível controlar os que os filhos estão acessando quando se conectam. Ensiná-los a pensar deve ser o caminho a seguir, a tomar decisões conscientes e a se enxergar como responsáveis pelas suas ações, sabendo lidar com as consequências.

O pensamento crítico auxilia os jovens a fazer boas escolhas e a priorizar as bases que receberam na educação escolar e familiar, como integridade, segurança, amor e apoio. O psicólogo explica que o crescimento de cada criança está diretamente relacionado ao compromisso firmado com os pais, de ser uma pessoa melhor.

Mas essa atividade não cabe apenas aos filhos, os pais e responsáveis também precisam atentar para suas ações, para que valores e princípios sejam elaborados e firmados entre todos, sem exceção. De Cubas conta que nós somos os principais responsáveis por garantir aos nossos filhos o bom uso da tecnologia.

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