Comportamento

De empacotador a dono: filho de agricultores batalha e se torna proprietário de 51 franquias de supermercados

Marcos saiu do interior de Santa Catarina em busca de uma vida melhor e passou dois anos trabalhando como empacotador em um mercado até conseguir subir de cargo.



Perseguir os sonhos pode levar tempo e, muitas vezes, precisa de muita disposição e força de vontade dos envolvidos.

Alcançar um objetivo pode levar tempo, por isso exige muita paciência, trabalho árduo e vontade de se aperfeiçoar cada vez mais, sem medo ou ressalva, sempre buscando ser alguém melhor do que no dia anterior.

Marcos Costacurta hoje com 43 anos e foi uma dessas pessoas que tanto batalharam para conseguir chegar aonde está. Filho de agricultores do interior de Santa Catarina, ele decidiu sair de sua cidade antes mesmo de atingir a maioridade, em busca de melhores condições de vida.


O jovem de 17 anos foi morar com o tio em São Leopoldo (RS), e precisou ir atrás de um emprego para arcar com suas despesas. Ele foi contratado como empacotador em um supermercado local, e permaneceu nesse cargo por dois anos, até ser promovido a chefe do setor.

Muito aplicado no trabalho, Marcos conta, em entrevista à revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, que começou a se destacar na área comercial, sendo chamado para trabalhar como promotor de vendas em uma multinacional que fornecia comida para o supermercado onde estava empregado.

Nessa mesma época, começou a se aprofundar na área de empreendedorismo do ramo alimentício, frequentando diversas feiras e palestras sobre o assunto. Logo ele percebeu que a alimentação saudável era um ramo que crescia muito no país, e decidiu apostar nessa vertente. Em 2011, abriu a primeira loja do mercado Divina Terra, em São Leopoldo, que vendia, principalmente, produtos a granel.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@marcoscostacurta.


A partir daí as coisas começaram a deslanchar e, nos dois anos seguintes, o empreendedor ampliou sua loja original, comprando dois estabelecimentos ao lado. Em 2014, o cliente do Divina Terra, Sérgio Costa, propôs a Marcos abrir uma loja da rede em Novo Hamburgo (RS). Ele concordou e se tornou sócio-investidor dos dois mercados.

No ano seguinte, os dois decidiram investir o dinheiro numa variedade maior de produtos para as lojas, sem focar apenas nas vendas dos alimentos a granel, mas também importando produtos diferenciados, aos quais a maioria dos clientes não tinha acesso no comércio local.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@marcoscostacurta.

O sucesso que os dois pontos faziam atraíram a atenção de outros investidores, que também queriam abrir lojas em outras cidades. Marcos e sua equipe criaram o modelo de franquias e, em 2017, foi inaugurada a primeira unidade na capital gaúcha, Porto Alegre.


A expansão e ascensão da marca seguem firmes, já tendo unidades em todo o país, não apenas na Região Sul. Até o momento, são 51 franquias, que têm o objetivo de atender à demanda de clientes veganos, intolerantes à lactose ou ao glúten, alérgicos, atletas, e por aí vai.

O empreendedor e sua esposa Kerlin Schimitz, de 32 anos, optaram por vender as duas primeiras lojas do Divina Terra para investir mais tempo na captação e administração das franquias. O casal pretende atingir a marca de 100 lojas até 2022, e está apostando no marketing digital e no poder de captação de clientes das lojas que já existem.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@marcoscostacurta.

Cerca de 90% dos produtos vendidos na rede são padronizados, enquanto o restante pode variar de acordo com a região em que a loja foi construída. O carro-chefe do faturamento acaba sendo, majoritariamente, de farinhas e farináceos, que correspondem a 50% das vendas, seguidos pelo suplemento alimentar. Marcos finaliza explicando que a pandemia atraiu as pessoas de volta à cozinha, em busca de uma alimentação mais saudável.


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