Pessoas inspiradoras

De motorista de táxi a Nobel de Química: cientista conta história de superação para o sucesso

Na adolescência, Frances Arnold saiu de casa por não se dar bem com os pais e precisou fazer muitos “bicos” para arcar com as próprias despesas e os estudos.



Sempre que nos deparamos com uma história de sucesso, ficamos animados, excitados com a possibilidade de uma pessoa comum alcançar os louros da fama, acendendo aquela chama de esperança em nossos peitos.

Se aquela pessoa consegue, todos têm chances, talvez alguns mais, outros menos, principalmente levando-se em conta a situação social de cada um, mas nos deixa pensativos.

Frances Arnold, Nobel de Química, nasceu na Pensilvânia, Estados Unidos, filha de um físico nuclear e neta de um general do Exército, o que deixava a casa sempre com ares de disciplina extrema, com leves pitadas de ensinamentos religiosos. Mas ela sempre demonstrou ser completamente cética, além de muito questionadora, o que era motivo de brigas constantes com os pais.


Assim que chegou ao ensino médio, ela saiu definitivamente da casa onde morava com a família e passou a se sustentar com os vários trabalhos, conseguindo pagar seus gastos básicos.

Frances precisou mentir que já era maior de idade e assim conseguiu trabalhar como garçonete e motorista de táxi. Foi preciso conciliar o trabalho e os estudos, mas ela se formou na Taylor Allderdice High School.

Frances se reconciliou com a família e decidiu entrar na Universidade de Princeton, como seu pai tanto queria, mas suas notas não lhe permitiram ser aceita no curso de Artes Liberais, então ela optou por Engenharia Mecânica, o que surpreendeu a todos. Naquela instituição, ela aprendeu russo e italiano, literatura, economia e várias outras disciplinas que nem sequer faziam parte da sua grade curricular.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


A cientista nunca se importou em realizar inúmeras funções, e chegou até a trabalhar como faxineira na casa do filósofo da ciência, Thomas Khun. Enquanto fazia faculdade, ela decidiu tirar um ano de folga e trabalhou numa fábrica, fazendo peças para reatores nucleares. Logo depois desse processo, ela concluiu seu curso de Engenharia Mecânica, passando a se interessar por energia alternativa.

Na década de 1980, depois de trabalhar na área de energia solar, Frances decidiu estudar engenharia química na Universidade da Califórnia; em 1986, ela já era pós-doutora em bioquímica. Em 1993, criou novas proteínas em laboratório, e a publicação do seu estudo causou alvoroço na comunidade científica, fazendo com que ficasse na vanguarda da sua área.

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Seu trabalho e o de sua equipe levaram à produção de enzimas que funcionam em ambientes sem ar, permitindo a produção de biocombustíveis sem depender de equipamentos caros. Frances se tornou cofundadora de uma empresa de biocombustível, em 2005, e outra em 2013, desenvolvendo processos biocatalíticos verdes para produtos químicos agrícolas.


Frances Arnold é creditada com 40 patentes e possui mais de 200 publicações, também já recebeu dezenas de prêmios, inclusive o Nobel de Química, em 2018, o qual apenas cinco mulheres haviam recebido. É a primeira estadunidense a receber tal honraria.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, convidou-a, em 2021, para trabalhar em sua administração como uma das presidentes do Conselho Consultivo Científico.

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Para ela, segundo entrevista do El País, a vida é muito longa e é possível ter inúmeras vidas diferentes, basta abraçar tudo o que estiver pelo caminho, aprendendo o máximo de assuntos que puder. No futuro, é possível combinar seus conhecimentos de maneira inovadora, basta se adaptar, ser flexível e querer aprender permanentemente.


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