Pessoas inspiradoras

Decorador humilhado por ser cadeirante supera preconceitos e faz sucesso na profissão!

Fábio descobriu, depois de um grave acidente, que a força dentro de si era maior do que imaginava, e isso lhe deu mais forças para continuar.



As pessoas com deficiência (PCD) passam por inúmeras formas de preconceitos que nem sequer é possível imaginar. Enquanto muitos acreditam que eles são “incapazes” de viver, de amar e trabalhar, outros os querem fora da sociedade justamente por serem “diferentes”. Ao se definir um padrão de como as pessoas devem ser, esquece-se que, na realidade, o belo se constrói pelas diferenças.

A deficiência não é um motivo para tratar indivíduos como invisíveis ou “inferiores”, a intolerância é o que impede de enxergar além, passando a medir o mundo com a própria régua.

O decorador Fábio Ferreira sabe muito bem o que é isso, principalmente ao perceber a quantidade de pessoas que desacreditam em suas capacidades ou na qualidade do seu trabalho apenas por ele se locomover em uma cadeira de rodas. Fábio trabalhava como decorador antes de sua vida mudar completamente, em 9 de dezembro de 2017, como conta em suas redes sociais.


Ele sofreu um grave acidente de carro e fraturou a cervical na altura da c6 e c7, ficando paraplégico, ou seja, sem movimentos da cintura para baixo. Assim que soube o que lhe tinha acontecido, veio o choque, mas ele decidiu continuar lutando.

Depois de um longo processo de aceitação, o decorador percebeu que passamos muito tempo presos em mundos recheados de preconceitos, impedindo-nos de ver a diversidade que existe ao nosso redor. Ainda disse em suas redes sociais que somos tantos, e tão diferentes, que acabamos nos tornando únicos nessa revolta de sentimentos, mas que precisamos aprender a amar nos enxergando no outro.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ff_fabio.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ff_fabio.


O maranhense chegou a ouvir que tudo estava acabado, que ele nunca mais retomaria sua profissão, já que usava cadeira de rodas. Mas, para Fábio, isso tudo não passava do mais puro preconceito, e optar por seguir foi a melhor coisa que poderia fazer. Hoje ele é não só decorador, como escritor, youtuber e ativista PCD, buscando representar o máximo de pessoas que conseguir.

Fábio conta que o preconceito de outras pessoas fez com que tivesse que se reinventar, colocando as dores de lado, as mágoas, os medos, o que mostra que somos capazes de tudo, até do que nem imaginamos. Para ele, basta ter foco, fé e determinação, que é possível chegar longe, voando onde poucos conseguiram.

O decorador conseguiu ressignificar suas dores e usou o preconceito como instrumento para se reinventar, mas isso não precisa acontecer com todas as pessoas que não representam o ideal estético de beleza determinado. Ninguém precisa nem merece sofrer pela intolerância e má educação do próximo, independentemente da sua “diferença” ou “desvio”.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ff_fabio.


Hoje Fábio sabe que nasceu para realizar sonhos, mas era algo que ele sempre soube, isso apenas se confirmou com o tamanho do seu esforço. Seus sonhos se tornaram realidade, e poder participar de pequenos pedaços importantes da vida das pessoas, que carregam enorme felicidade, para ele é um prazer.

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