Nego submeter-me ao medo,



Que tira a Alegria de minha liberdade,

Que não me deixa arriscar nada,

Que me torna pequeno e mesquinho,


Que me amarra,

…Que não me deixa ser direto e franco,

Que me persegue,

Que ocupa negativamente a minha imaginação,


Que sempre pinta visões sombrias.

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.

Eu quero viver, não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável por medo de ser sincero.


Quero ser firme porque estou seguro.

E não porque encobri meu medo.

E quando me calo quero fazê-lo por amor.

E não por temer as consequências de minhas palavras.


Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.

Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.

Não quero impor aos outros, pelo medo de que possam impor a mim.


Por medo de errar não quero tornar-me inativo.

Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo…

Por convicção e amor, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.


E quero muito crer no reino que existe em mim.

 

Rudolf Steiner


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