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Deixa eu te contar uma coisinha…

Deixa eu te contar uma coisinha… – (Finanças)

Leia ouvindo: My Bubba – Big Bad Good 


Esses dias tomei um susto quando uma das minhas amigas – com posicionamento de mulher super independente –  disse que gostaria de encontrar um cara para “bancar” sua vida, porque já não aguentava mais ser tão “independente”. Já tinha ouvido de outras mulheres tal discurso, confesso que até me irrita um pouco, e por mais que eu queira não consigo entender o fundamento de tal extremo.

Lutamos todo santo dia por uma sociedade igualitária, inclusive para questões salariais, então por que justamente agora, no auge de uma verdadeira revolução (!), vamos mudar o discurso?

Não concordo. Acho que mulher independente é independente – principalmente – na questão financeira. Não me venha com esse papinho de ter alguém para “bancar”.


Somos feitas de extremos sim, mas sejamos coerentes por favor! Uma coisa é o cara pagar um jantar ou gracejos como gentileza, outra coisa é ele sempre pagar. Não gosto de caras que insistem em pagar tudo, gosto de dividir sempre e até mesmo pagar uma conta ou outra (Por que, não?). Acho que a tal da gentileza gera outras tantas gentilezas numa relação. Parceria é parceria, né mores?

 

Parto do princípio que se eu trabalho e ganho meu próprio dinheiro, tenho condições suficientes de sair para jantar com uma cia bacana e pagar uma metade da conta (ou a conta inteira!). Assim como, se a intenção é dividir o mesmo teto, as contas também devem ser divididas. Obviamente que cada caso é um caso, e tudo deve ser devidamente conversado. O combinado nunca sai caro! E fora isso, toda relação é construída aos poucos, inclusive na parte financeira. Se hoje a minha situação financeira é melhor que a dele, por que não pagar uma parcela maior das contas, e assim vice e versa?


Lutamos tanto para chegar até aqui que me parece patético esse discurso de ter alguém para bancar. Você tem trabalho e profissão, por que o mimimi? Sejamos tão práticas quanto eles. Sejamos coerentes também. Não me venha com discurso e vida de mulher independente se no fundo tudo o que você mais quer é ser dependente de alguém – financeiramente ou emocionalmente.

Não é uma defesa da classe masculina, mas é um chacoalhão para as tantas mulheres que não conseguem entender o real significado de independência.

Fotografia: Paulo Manzato Jr.





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