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DEIXANDO O LIXO INTERNO (E EXTERNO) FORA!

Quando nos sentimos estagnados na vida, a razão para este sentimento é sempre o nosso bloqueio energético. Não sentimos vida, propósito, clareza. Isto pode ter sido desencadeado por diversas razões, mas a culpa é sempre nossa, porque a nossa única responsabilidade é permitirmos o fluir de boas energias na nossa vida.


É um trabalho interno constante. Requer foco, disciplina, e, é claro, consciência de que somos energia. Alguém que se deixe influenciar completamente pelas condições externas será sempre um escravo do que lhe acontece.

Mas até para as pessoas espiritualmente conscientes sentir-mo-nos estagnados é recorrente. Às vezes não sentimos forças, e achamos que a motivação é o que nos deve mover. Mas não – é a inspiração que deve ditar as nossas ações, e se não a sentimos, podemos procurar toda a motivação do Mundo nos outros e vamos continuar a sentir-nos letárgicos.


A meu ver, há uma grande diferença entre motivação e inspiração. A motivação vem dos outros, a inspiração vem de nós. Sentimo-nos motivados pelos outros é simplesmente uma extensão da fé que já temos em nós mesmos. Mas se não tivermos nenhuma, podem dizer-nos as mais belas palavras, que não vamos agir produtivamente.

É por isso que somente palavras não ensinam. Têm que vir apoiadas pela fé, e a ação que tomamos como resultado delas deve ser inspirada, senão será apenas agir. É por isso que na nossa vida recebemos pessoas e lugares diferentes, mas o mesmo conteúdo energético. Não tomamos o tempo para conjurar a nossa fé, tornando-nos simplesmente observadores que absorvem mais do mesmo. E o Universo responde.

Como disse anteriormente, a nossa única missão em todos os momentos é permitir energia positiva. Os leitores mais céticos perguntar-se-ão: “mas isso não é ser irrealista?” Depende do que se acredita que a realidade é, e quantas existem.


A maior parte do Mundo pensa que apenas existe uma realidade, como se uma pessoa tivesse a mesma visão que outra. Mas o facto de cada indivíduo ter uma experiência diferente mostra que existem biliões de realidades. Para mim, a verdade é que as pessoas são boas, porque me tratam bem. Para alguém que sofreu de racismo, as pessoas são naturalmente más.

Cada um tem uma visão da realidade que aprendeu consoante a sua experiência. Mais uma vez, somos meros observadores a absorver energias que nos trazem mais do mesmo.

Mas e se pudéssemos mudar a nossa realidade? E se nos atrevêssemos a sonhar uma vida diferente, uma que nos faz sentir felizes, e permitíssemos que essa fosse a nossa verdade?

E como fazer isso, perguntariam-me de novo os céticos. Ora, é tudo questão de energia. Saber que tudo o que acontece na nossa vida é produto da vibração que emitimos (através de pensamentos, emoções, palavras), e que nós próprios somos uma manifestação física daquilo que é energia, é o primeiro passo para a criação deliberada da nossa vida.

Não precisamos de estudar as leis do Universo e ser obrigatoriamente experts na Lei da Atração. Só o facto de sabermos que é assim que tudo funciona, dá-nos um poder imenso e uma clarividência que é inexplicável em qualquer livro ou palestra. Só experienciando este conhecimento é que vamos saber o quanto é útil.

Mas algo que vamos notar assim que tivermos consciência de que atraímos o que emitimos, é a quantidade de lixo que é manifestado. Sim, lixo – limitações causadas por nós para nós, reclamações que perpetuam uma situação negativa, relatos de como vai a nossa vida e o Mundo só porque queremos ser “realistas”, notícias sensacionalistas no telejornal, etc, etc, etc.

Tudo isso é lixo. Porque a maior parte do Mundo não faz ideia o quanto isso estagna, bloqueia, limita! Em vez de estarmos a ampliar as nossas capacidades, a praticar o nosso conhecimento, estamos a ignorá-lo.

Passamos tempo a fazer coisas que detestamos, porque tem que ser. Porque é que tem de ser? Porque nos disseram que era assim.

Num Mundo tão repleto de lixo energético, ações movidas não por inspiração positiva, mas por intenções malignas que eventualmente causam desgraça, as pessoas acham que ter, ser e fazer aquilo que amam é egoísta.

Egoísta é não sermos o exemplo de amor que queremos ver nos outros. Egoísta é comprarmos o que toda a gente tem só para nos encaixarmos. É auto-sabotagem inconsciente e leviana.

As pessoas não fazem ideia da força que tem o amor, a felicidade, a paz. Não são só palavras. São sentimentos que apenas podemos conhecer se os experienciarmos. E sabem onde começam? A partir do momento em que temos a audácia de deitar o lixo interno e externo fora.

O lixo interno são as palavras limitantes, as dúvidas, a perpetuação de crenças que nada de bom nos trazem. As conversas que temos conosco mesmos, que nos fazem sentir um lixo também.

O lixo externo são as manifestações dessa energia negativa. São companhias que nos põem para baixo, vícios para ocupar o tempo que deterioram o nosso corpo, acumulação material.

O primeiro passo para experienciarmos a Felicidade é livrarmo-nos de todas as coisas que vibram infelicidade.

Por isso, reflete: por quanto tempo mais queres acumular lixo em tua casa? Porque a tua mente é a tua casa.





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