Deixe claro o que você não vai tolerar nessa relação!

Se você está iniciando um vínculo amoroso, coloque logo as cartas na mesa. Deixe claro aquilo que você considera abuso, desde o tom de voz, o linguajar, as cobranças etc.

Sobre as frustrações que os relacionamentos causam, acredito que muitas delas seriam evitadas se as pessoas se posicionassem logo no começo da relação e previssem alguns possíveis dissabores.

Falta coragem para olhar um relacionamento como um contrato, por mais estranho que isso possa parecer. E, como um contrato, deveriam constar algumas cláusulas.

Se fôssemos mais racionais, ao iniciar um relacionamento, deixaríamos claro, logo de cara, aquilo que podemos permitir, bem como aquilo que não toleraremos na condição de parceiros.

Ocorre que ninguém imagina que aquele gentleman ou aquela lady vai ser capaz de colocar as unhas de fora, mais adiante, então, as pessoas deixam as coisas correrem frouxas até se surpreenderem negativamente.

Então, se você está iniciando um vínculo amoroso, coloque logo as cartas na mesa. Deixe claro aquilo que você considera abuso, desde o tom de voz, o linguajar, as cobranças etc. Não deixe para esclarecer certas coisas quando já estiverem profundamente envolvidos, pois você vai correr o risco de negociar o que seria inegociável, na tentativa de se ajustar ao outro.

Deixe claro o que é sagrado para você e o que pode ou não abrir mão em prol da relação. Desde já, estabeleça os limites que você deseja que a pessoa respeite.

Peça para que ele (a) seja específico também e perceba se você pode concordar. Tudo o que é conversado e definido com calma e respeito fica mais fácil de cumprir.

Não corra o risco de, lá na frente, ele (a) pressionar para que você abra mão de uma amizade de décadas porque sente ciúmes. Considere a possibilidade de essa pessoa se revelar manipuladora e invasiva. Pode acontecer de tudo o que o encanta nele (a) agora se transformar numa ameaça futuramente. Por exemplo, a sua popularidade, carisma e sucesso podem fasciná-lo (a) agora mas, daqui a pouco, esses atributos vão incomodar e ele(a) vai querer podar as suas asas.

Não corra o risco de usar a lei da compensação no relacionamento, algo do tipo: “ele é um estúpido comigo, mas é carinhoso em alguns momentos”, ou “ela é invasiva, mas é romântica”.

Não vale romantizar comportamentos e posturas desrespeitosas, não vale chamar possessividade de zelo. O abuso usa muitas máscaras, fica a dica.




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