Comportamento

Depois de quase desistir da vida, vítima de violência doméstica se torna assistente social para ajudar mulheres!

2 capa Depois de quase desistir da vida vitima de violencia domestica se torna assistente social para ajudar mulheres

Lucinete viveu todas as formas de violência contra a mulher, e durante 10 anos acreditou que não havia saída para ela e seus quatro filhos.



A violência contra a mulher está presente em muitas relações matrimoniais, expressando-se de formas variadas com o principal objetivo de controlar os corpos e a existência femininos. Considerada por sociólogos um “fenômeno social”, que atinge todas as esferas e classes, a agressão contra as mulheres é crime e possui legislação própria para combatê-la.

Lucinete Aparecida sofreu durante uma década com a violência doméstica e acredita que conseguiu transformar “dor em luta”. Segundo reportagem do G1, a assistente social revela que sofreu todos os tipos de violência contra a mulher: psicológica, moral, sexual, patrimonial e física. Seu agressor foi seu ex-marido, pai de seus quatro filhos, que a fez acreditar que talvez a morte fosse a única saída.

Lucy nasceu na Bahia, em Itaeté, e se mudou há quase 20 anos para o interior do estado de São Paulo para se casar, porque o marido morava em Presidente Venceslau.


Assim que se mudou, a mulher afirma que enfrentou dificuldades, mas que seu primeiro ano de casamento foi um dos melhores que já viveu. Foi apenas após o nascimento do primeiro filho que os problemas no matrimônio começaram.

Na nova cidade, ela não tinha rede de apoio, família perto ou amigos em quem pudesse confiar. Nas lembranças, Lucy conta que sofreu todas as formas de violência que podem ser infligidas contra a mulher, ele bateu nela, xingou, deixou seu olho roxo, quebrou seus dentes, puxou seus cabelos, ameaçou-a com faca e chegou até a ameaçar sua família.

Tanto ela quanto os filhos apanhavam juntos. Além da violência física, a psicológica também era constante, ele frequentemente a chamava de feia e dizia que o “espelho iria quebrar”, se ela se olhasse.

Lucy foi obrigada a vender a casa da família, ele a levou para outra cidade e a deixou sozinha em uma residência. Com o dinheiro da venda, ele comprou móveis para a casa que alugou, e depois acabou vendendo tudo por um valor irrisório. Além dessa violência patrimonial, ele também quebrou um computador e rasgou importantes documentos da esposa.


O homem ainda dizia aos vizinhos que ela o traía, difamando-a pelos bairros onde moravam. O filho caçula, segundo Lucy, é fruto de uma abuso sexual. Ele a obrigou a manter relações e ela acabou engravidando. Mesmo sabendo das violências que sofria, ela não conseguia sair do relacionamento, já que era dependente dele emocional e financeiramente.

Lucy seguiu por 10 anos em uma constante rotina de abusos, seu limite chegou quando ela acreditou que o único caminho seria a morte.

Ela chegou a cogitar o suicídio, e pensou em atear fogo nos três filhos que dormiam na cama e em si mesma, ainda gestante do filho caçula. Foi quando ouviu uma voz “do alto” que pediu que não fizesse aquilo, então imediatamente desistiu da ideia.

Hoje Lucy é palestrante e assistente social, e usa sua história para ajudar outras mulheres a saírem do ciclo de violência doméstica. Depois que o quarto filho nasceu, ela decidiu fazer faculdade de Serviço Social, foi a educação que lhe abriu portas e quebrou muitos paradigmas em sua vida. O marido ainda tentou, assim que ela entrou na universidade, dissuadi-la da ideia, e boicotava suas ações da forma que podia.


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Direitos autorais: reprodução Facebook/Lucy Lima.

Ela encontrou forças para se separar e agora usa sua história como ferramenta de ajuda a pessoas que passam pela mesma situação. Lucy sabe quais são as armadilhas e medos que essas mulheres enfrentam, e reconhece na dependência emocional e financeira os principais vilões. Para ela, é importante que essas vítimas tenham uma rede de apoio, pessoas que as ouçam sem julgamentos, que as incentivem a buscar outras alternativas que não o ciclo de abusos.

Lucy finaliza explicando que a vida de todas as mulheres no mudo importa e que essa se tornou sua principal luta!

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